<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974</id><updated>2011-09-10T11:14:49.785-03:00</updated><title type='text'>Apelos e apreços</title><subtitle type='html'>Único e exclusivamente, 
dedico-lhe cada devaneio.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6583857952827873362</id><published>2011-01-28T02:26:00.002-02:00</published><updated>2011-01-28T02:31:05.296-02:00</updated><title type='text'>De Trindade, para nós.</title><content type='html'>Às vezes a gente descobre que aquele ditado dizendo que “tudo tem um porquê” possa fazer sentido em algum momento da vida. Não é todo dia que se canta para alguém “eu voltei e agora é pra ficar”. Ênfase ao “ficar”, por favor. Também não acontece todo ano de sua melhor amiga passar para a segunda fase do vestibular. Ainda mais quando não se contava mesmo com isso e, portanto, planejou-se durante a metade de um ano inteiro a viagem das férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos, então, eram “ficar preta” no sol das 14h, caminhar e, de quebra, perder uns quilinhos desfrutando de uma dieta saudável. “Ficar preta” não deu lá muito certo. Caminhar e perder uns quilinhos foi até considerável, embora as caminhadas não tenham sido de manhã e a dieta ter passado longe de saudável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas economias às escuras, uns problemas para esquecer e o melhor réveillon em 19 anos. Além de melhor, o mais diferente e creio que, nesse quesito, insuperável. Inesquecível, eu tenho certeza. Em algum lugar do mundo deve haver quem diga que virar o ano com a ex do seu ex é natural. Em TRINDADE não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta foi feita. A única coisa que eu pensei, digna de um possível questionamento, foi “porque não?”. Querendo ou não, eu tinha nada de interessante para as férias. A decisão foi repentina, a viagem também. Jaú – SP capital, SP capital – Taubaté. Depois das cervejas e eu quase cair da escada ao tentar pegar uma mala em cima do guardarroupa (dá-lhe, nova ortografia), a noite se selou. No dia seguinte, o saldo se fez com duas vodkas, um pacote de bebezinho e outro de bisnaguinha, sendo os dois últimos esquecidos no carro para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nessa viagem – considere todos os sentidos – em que eu encontrei seis crianças (contando comigo) dispostas a cantar desde Sílvio Santos até sertanejo de raiz no primeiro dia de Ubatuba. Já em Trindade, me lembrei que o sol queima. Soube que quando se é mulher e sem dinheiro, dá pra ganhar três cervejas (e/ou mais) do barman. Dormir em duas na praia durante o dia é, também, divertido. Batatas fritas frias com ketchup a gente também come. É possível, inclusive, conseguir um copo cheio (só) de vodka por R$2 reais. Descobri que é lá onde as siliconadas se reúnem e que o mar é hilariante, assim como o gás. Conhecer mineiros, cariocas e paulistanos é uma arte, ainda mais quando um deles já foi até sua casa. Roncar na praia com o sol quase amanhecendo não é legal, ao contrário de ver luzes e achar que são carros, ou discos voadores, não tenho certeza. Aprendi a fazer do peso uma canção e que boas gargalhadas transformam as malas, a barraca, o colchão e alguma outra sacola mais leves, mesmo que seus ombros mostrem o oposto. Soube que no meio da areia, o sonho de consumo mesmo é uma bacia com água e uma lanterna, e que desfilar fazendo propaganda do papel higiênico pela avenida principal não é tão ruim assim. Ah, e é praxe: vocalistas e guitarristas bonitos gostam de fazer cara de prazer enquanto exercem a função. Aos mais desavisados e como lembrete para uma próxima Trindade: centrifugar com o mar não é sempre uma boa idéia. Principalmente em fim de tarde com chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçons, acredite, têm uma auto-estima elevadíssima. Não há um que não olhe quando uma voz feminina ecoa pelo estabelecimento dizendo “ô, lindo”, até aqueles com namoradas trabalhando no mesmo lugar. Olhinhos baixos e sorriso fácil são engraçadíssimos no meio da madrugada. Acampar pela primeira vez em só duas mulheres causa extremo orgulho na hora de montar a barraca (sem ironia!). E desmontá-la embaixo de chuva também. Areia se reproduz por fragmentação no interior de barracas, eu juro. Colchão inflável (com areia) e edredon de solteiro é o exemplo de conforto para se dormir em duas. Zíper do vestido também falha e não ta nem aí se é ano novo ou não. Pão com queijo quente e ketchup da amiga pode ser a melhor refeição da sua vida pós a virada de ano e um sol que não nasceu.  “J” não é de um nome em específico. Pode ser de Júlia, ou de Jesus. Subir no palco não é pra qualquer um, pedir “Me lambe” também não. Perder a chave no pescoço é só mais um jeito de adquirir adrenalina, mas é porque a gente gosta desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou terminando minhas memórias de Trindade assim. Não me esquecendo, obviamente, do “carpe diem”, da “ô, Madalena”, dos lindos, do lindo da arquitetura, da vodka que voltou cheia e da outra que não me lembro como bebi, o “chinelo-restart”, a panqueca que era pra ser crepe, do Luan com atitude, da Carolina com mais ainda, o copo quebrado, a pizza esquecida e de todos os meus dias com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por Talita, de férias&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6583857952827873362?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6583857952827873362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6583857952827873362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2011/01/de-trindade-para-nos.html' title='De Trindade, para nós.'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-7579213909693269842</id><published>2011-01-24T20:24:00.004-02:00</published><updated>2011-01-28T02:31:34.234-02:00</updated><title type='text'>Do povo, à Justiça</title><content type='html'>Temos a justiça se consolidando e se teorizando (sem dar relevância a todos os processos burocráticos) em meio, e como início, aos princípios éticos propostos pela sociedade, perante o decidido padrão e estipulado como sendo. Essa uniformização de comportamentos “admissíveis” serve de objeto a fim de que, na esfera teórica, se construam as estruturas normativas que valerão como leis e regerão o arranjo social. Dessa forma, a justiça emana do povo e nele é exercida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clamor público e a influência ou participação social ainda é muito discutido. Porém, antes de diferenciá-los, vale o apêndice de que o clamor público pode, em muitos casos, ter origem de uma participação social de repercussão, podendo ter ou não bom êxito. O clamor público possui a capacidade de ser um instrumento de manipulação de massa pelo fato de voltar os olhos da sociedade para um ponto de vista que foi exposto. É transitável, nessa situação, que se pratique uma ação jurídica (criando ou mudando uma lei) para que assim satisfaça os indivíduos “inconformados”, o que não traz alterações substanciais para o sistema penal. Tem-se como exemplo a Lei Maria da Penha tratando da articulação de uma lei já existente e sendo exposta com um “novo” valor por meio de outras palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clamor público acaba se incorporando por intermédio dos veículos de comunicação. Nocivo ou não para a justiça, jamais vai deixar de existir ou deixar de exercer influência. Merece relevância, portanto, a postura de maior eficácia que a participação social deve adotar. E isso não depende só de uma reformulação no sistema político (tornando-se mais inteligível à sua casta inferior – titulares do poder), mas sim da persistência do povo em questionar, de maneira certeira e incômoda aos respectivos “responsáveis” diante das inúmeras carências do Estado. Fica claro que não se pode esperar da imprensa que se crie uma “revolta” contando com que se produza mídia e notícia escarnecendo a valoração do justo. Saramago, através do personagem, pelo mais eficiente instrumento de difusão de idéia – a escrita, não obstante a literatura – exaltou a “morte da justiça”. Eis a hora certa de levantar questão sobre a legitimidade do poder, a república e/ou a vangloriosa democracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por Talita&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-7579213909693269842?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7579213909693269842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7579213909693269842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2011/01/temos-justica-se-consolidando-e-se.html' title='Do povo, à Justiça'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5325505236772811184</id><published>2010-12-13T16:17:00.001-02:00</published><updated>2010-12-13T16:18:29.056-02:00</updated><title type='text'>Faça seu próprio título</title><content type='html'>Embora estejamos contidos numa sociedade que uma boa parte dela – ainda não considerável – esteja ciente de sua incapacidade, enquanto parte ativa e vívida de uma democracia, não há solução ou salvação imediata, uma vez que pautamos em um coletivo de vertentes que de certa forma nos encaixamos, ou questionamos sem ter noção de como fazê-lo. Ou ainda, nos indignamos, mas nos abstemos, por acreditar que não há, em qualquer que seja hipótese, uma forma de reagir e coibir que o “sistema” nos faça refém de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, torna-se mais simpático, ou ao menos tolerável, administrar essa culpa a outrem, é claro que não precisa ser ninguém extremamente apto a tomar decisões ou a “fazer a diferença”, de fato. Nem com suma capacidade de problematizar o que nos atormenta. Maiormente, se livrar do encargo é estar quitado com suas obrigações de ser humano, um ser contente na medida das suas limitações adquiridas no decorrer da vida, por acreditar na demagogia baixa da “consciência limpa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho interessante ressalvar que eu, como tantos outros, deixei de acreditar; ainda que passe todo o decorrer da minha vida expondo essa veia apelativa e ao mesmo tempo inútil. Sou quase que obrigada a assistir via televisiva, excelentíssimo presidente da república declarar que a sua eleição, tão como a eleição da candidata Dilma, rompe com um preconceito (preconceito?). Venho, a fim desta afirmação no mínimo lastimosa, fazer das palavras do colunista Reinaldo Azevedo, as minhas: “Ora, então a eventual derrota de ambos teria significado o contrário. Logo, a única maneira de a gente demonstrar que ama o Brasil unido é alinhando-se com o PT.” Por alguns momentos sinto falta das oligarquias declaradas dos cafeicultores e dos (perfeitamente explícitos) currais eleitorais espalhados. Ainda por Reinaldo, “… Quem inventou esse país cindido tem um projeto político e dele extrai os melhores resultados para si e para o seu grupo (…)”. Ou não compreendo mais as definições, ou o Lulismo deu a elas um novo sentido. Assim, como que assistencialismo virou “bem-estar-social” e “distribuição de renda”. Que fique claro que não estou aqui para defender algum outro partido, só acredito ser desinteressante para o país manter 20 anos (tempo necessário para formar uma geração) o PT no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente ainda acredita e declara exalando felicidade que o ENEM foi um sucesso e para ele todo pensamento que se diga oposto se resume no bordão dos inculpáveis: “intriga da oposição”. Não existe sequer um problema, não existe espaço qualquer para falhas, o que há, segundo aquele senhor, é uma “perseguiçãozinha” sem fundamento pela qual as crises, supostamente, se determinam. Outro exemplo, ainda nas concepções minimalistas do excelentíssimo: é necessário haver uma revisão do TCU (Tribunal de Contas da União)! Diminuir a fiscalização, talvez? Não, o problema do Lula não é com tudo que pode o fiscalizar, o problema dele é mesmo com a democracia, nossa gloriosa democracia, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, não sei o que é política, não sei como discutir política e, para ajudar, sou extremamente teimosa com esse assunto. Tive a agonia em acompanhar partidos tradicionais, confundirem as suas tradições com ortodoxia. De um lado a direita falida e do outro a esquerda progressista? Ou de um lado, o sucesso capitalista e do outro o radical, utópico e antiquado esquerdismo? Mesmo que se dissemine, vagarosamente, essa dicotomia, os prezados candidatos não deixarão de ser obsoletos. Presenciei campanhas completamente detestáveis. Vi ideologias abortadas que se consideram incorruptíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira evidente, comento da presidência da república, visto que de deputado para baixo, convenhamos, não há muito o que se discutir, não há o que argumentar. É o fiasco político do Brasil, é um período que se consagrará na história muito pela vergonha. Brasileiro não é de levar eleição a sério, mas agora, como colaboração, são os candidatos que resolveram brincar e tudo se tornou uma piada qualquer, muito ruim, por sinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo turno, ninguém sabia, pelo menos eu, em qual marqueteiro votar. Não sabia qual publicitário merecia ser eleito, o Tucano ou o Petista?  Muito embora, ambos tenham tido seus respectivos fracassos, ainda que João Santana tenha sido eleito outra vez – será que não fazem mais publicitário como o grande “mensaleiro” Duda Mendonça? Às vezes cultivo minhas dúvidas se aquele dedo foi mesmo cortado acidentalmente na metalúrgica, em1963, ou em 2002, para dramatizar e enfatizar ainda mais a campanha do “pobre que venceu!” e que estava ali, disposto a governar “pelo povo”. Mas que povo? Ah, o povo que tem fome. Aliás, a própria Fome, já que está mais que comprovado que barriga vota e elege. Sem querer depreciar as necessidades de ninguém, “reducionismo político” deixamos para o Pernambucano sindicalista, tão pouco evocar regionalismo estúpido que parte da mídia compra da (suposta!) “esquerda governamental” e revende desnorteadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise continua se perpetuando e se consagrando, mas eu te juro que tenho algum resto de esperanças. Existe uma possibilidade (muito) mínima de reação. Um dia, eu acredito, a internet será utilizada com outros propósitos que não os frívolos de hoje. Ela é, entre as ferramentas existentes, a que consegue ser mais eficaz devido à liberdade e amplitude que pode tomar. Se unirmos internet, conteúdo e gente inteligente, é possível fazer alguma coisa, dá para difundir o embrião do que poderá vir a ser a verdadeira “diferença”. Mas é claro, é a próxima geração que vai se encarregar disso, a minha tem “problemas de consumo” mais importantes para resolver. Até lá, fico na mesma lástima de toda eleição.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5325505236772811184?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5325505236772811184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5325505236772811184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/12/embora-estejamos-contidos-numa.html' title='Faça seu próprio título'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5992501557575560169</id><published>2010-12-10T23:48:00.002-02:00</published><updated>2010-12-10T23:48:42.649-02:00</updated><title type='text'>Frase solta</title><content type='html'>Cantava a noite clara sem saber do que se tratava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5992501557575560169?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5992501557575560169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5992501557575560169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/12/frase-solta.html' title='Frase solta'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-3035876590955587861</id><published>2010-11-27T20:51:00.000-02:00</published><updated>2010-11-27T20:51:30.309-02:00</updated><title type='text'>Precisa-se de título, e várias outras coisas.</title><content type='html'>É engraçado, eu sempre tô me arrependendo de algo (talvez eu não saiba o que é se arrepender de fato, mas vamos considerar algo próximo a isso). Talvez ontem eu estivesse mais “inspirada” para escrever esse texto que vai seguindo, mas é sempre assim: arrependimentos por não ter escrito ou por ter escrito demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando no começo de tudo e se é tão genérico para as demais pessoas quanto é para mim. Soa, quase (quase!), como uma hipócrita valsa clássica. Tudo parece milimetricamente ensaiado, os casais que se ajustam, a luz que está perfeita, há sempre sorrisos comprados e estampados no rosto com afinco. Aí então, o objeto de desejo aparece num banquete, rodeado de todas as coisas as quais você nunca pensou em admitir que gostaria, um pacote com doses quadruplicadas de um ópio extremamente venoso, encoberto de amor e excitação. Depois de degustar da tal droga, você, simplesmente, cai o nível. A culpa não é sua, mas você não acreditaria em mim. Porta-se como um rato sujo a contemplar sua abstinência, põe-se a enlouquecer se não tiver novamente aquela droga, ao ponto de autodestruir e, por pouco, destruir o traficante que lhe ofereceu a libertinagem do vício, traficante o qual recusa-se – sem você saber o porquê – de lhe dar qualquer bocadinho de tudo novamente. E poxa, que grande merda, o pior é pensar que ele te vendia aquela droga a troco de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo quadro, aí está você: magro, tremendo e clamando por aquelas sensações novamente. Vendendo a mãe se for preciso, só pra provar daquilo uma última vez. Então, a droga e o traficante te evita. Te trata como se não a conhecesse, com o descaso que tem por um cachorro de rua. E sabe de onde vem o grande problema? A estrondosa ironia? É que você, no ápice de nada e qualquer coisa, não pode sequer mais culpá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa olhadela diante do espelho você nota que está composto somente por uma caixa de ossos, ao ponto de não ser possível se reconhecer. Eis a canção derradeira do show de toda essa paixão discordante. A sublime desvalorização de si próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, dizem que é coisa que acontece. Num caso mais promissor de alguma paixão babaca, acontece de se apaixonarem aos 20, casarem-se, separam-se aos 30 e descobrem que nunca pertenceram de alma àquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-3035876590955587861?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3035876590955587861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3035876590955587861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/11/precisa-se-de-titulo-e-varias-outras.html' title='Precisa-se de título, e várias outras coisas.'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5756498870797399671</id><published>2010-11-03T14:17:00.001-02:00</published><updated>2010-11-03T14:22:54.664-02:00</updated><title type='text'>À minha pretinha favorita</title><content type='html'>Apanhe e permaneça com a minha sandália salto agulha de Poá para você. Ainda que não sirva, creio que vá gostar. Também aquele vestido preto que tanto gosta. Tenha cuidado com as minhas maquiagens e livros. Sobre os livros, leia quantos puder e pegue para ti quais tiver anseio, não se esquecendo de devolver os que não forem meus. Arquive minhas músicas e não narre os meus segredos. Não deixe que me transformem em santa, conte, de fato, o que fui. Conte a quem achar que deva das minhas dores e dos meus amores, dos meus acertos, não se esquecendo dos erros, que foram muitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irá encontrar uma pasta com textos manuscritos, transcreva-os aqui e diga a quem foram destinados. Conserve meus conselhos e pegue de volta a “nossa” saia-da-perdição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pondere à tua mãe que eu não fui tão ruim assim. E diga ao Bê que ele não terá mais que latir a mim. Lembre-se de guardar com cuidado minhas coisas de infância, coloque Maria Rita para ouvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue tomando o remédinho da TPM, assim não irá incomodar – tanto – a ninguém. Não mais te apaziguarei, pretinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolva umas cartas a quem se tem que devolver. Se eu as tiver ainda, desative minhas redes sociais. Tenho também uns moletons que não são meus, pergunte se querem de volta. Seja cuidadosa com a Susan e com a minha coleção de fotos 3x4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irá achar uma pasta com históricos à parte, organizados por mês e ano (não reclame da minha organização, como de costume). Abrange bastante coisa, eu sei. Entretanto, imprima-os. Entregue a quem pertença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá aos shows que eu também iria, não seja tão avessa ao samba e ao sertanejo. Precisará disso pra se socializar um pouco melhor. Não fique chorando por aí mostrando suas fraquezas, não me usará mais como escudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente todos os tipos de tequila que puder. Não se contente com aquela que a gente conhece. Irá prometer que nunca mais colocará uma gota d’álcool na boca a cada porre que tiver. É sempre uma mentira, acredite. Crie seus laços de confiança, esses cuidarão de você em fins de festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reúna meus textos e monte um livro. Mais pela prepotência de possuí-lo. Faça poucos exemplares e distribua só a quem for próximo e interessar. Se fizer sucesso, posso até lhe ser rentável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarde nossas lembranças, nossos olhares. Diga àquela que deve perder alguns quilinhos e limpe o veneno dos cantos da boca ao fazê-lo. Ria de nossas birras e briguinhas de mentira. Não se achegue em pessoas mais irresponsáveis que você. Você é vendida, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se veja imersa em tudo isso e só retome o que não lhe pesar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5756498870797399671?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5756498870797399671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5756498870797399671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/11/minha-pretinha-favorita.html' title='À minha pretinha favorita'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4976358563721559584</id><published>2010-10-21T22:40:00.000-02:00</published><updated>2010-10-21T22:40:07.963-02:00</updated><title type='text'>Pois, é. É, pois.</title><content type='html'>Eu tenho precisado mais do que você imagina de você. E, como todas as outras vezes, não sei discorrer sobre o assunto. Sei mesmo é que eu tenho andado de forma estranha, feito coisas que eu não costumava fazer. Esses dias eu comi patê de alho, e eu nem gosto de patê, quanto mais de alho. Troquei a orgia mental que a tequila me oferece, pela minha cama – sozinha. Rejeitei meu velho caso. Chorei por uns filmes e por um suco de laranja. Estive com preguiça da parte carnal da coisa. Mais agradável que sedutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi meu samba para relaxar e sambei sozinha no tapete da sala. Cantei baixinho atrás da porta, tive dó do meu travesseiro e o filme que a gente fez trouxe o choro numa dessas vezes que falei contigo. Logo por ti, o motivo do meu desassossego por meus longos instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durmo pouco, como muito. Preferindo ficar quieta e olhando às imagens insossas da televisão. Não sei terminar meus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por mim&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4976358563721559584?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4976358563721559584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4976358563721559584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/10/pois-e-e-pois.html' title='Pois, é. É, pois.'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4259940569069263571</id><published>2010-09-24T21:03:00.001-03:00</published><updated>2010-09-24T21:05:28.699-03:00</updated><title type='text'>Clarice</title><content type='html'>Sou tida como grossa, porque minha voz não é macia ao pedir algo. Sou pacata, porque não grito enquanto discuto algum assunto. Sou retrógrada, porque não ouço Justin Bieber e, sim, Raul Seixas. Não sou classe média porque não tenho aquela super-bolsa do macaquinho nomeado, só o estojo. Não sou inteligente, porque não sei lidar com números. Sou alternativa, porque gosto de discutir crises existenciais. Sou fútil porque faço as unhas periodicamente e me maquio para ir ao colégio. Sou mulher-macho porque não gosto de rosa. Sou fresca porque não como em qualquer lugar. Sou metida á intelectual porque tenho X palavras a mais no meu vocabulário. Sou puta por conversar com meninos. Sou chata por não rir das piadas infantis da turma do fundo direito. Sou gorda por não me exercitar frequentemente. Ignorante, por ser sincera. Intolerante, por não engolir mentiras. Sem coração por não manter relações insustentáveis. Mentirosa, por admitir que opiniões mudem. Egoísta e individualista por gostar mais de mim. Arrogante, por defender minhas teses. Orgulhosa, por não ficar me entregando por aí. Não sou ciumenta, por ser segura. Não sou atenciosa por não ser ciumenta. Sou moleque porque gosto de futebol. Preguiçosa, porque durmo na minha única tarde livre. Má filha por não ir à igreja e não me drogar – porque se eu me drogasse eu seria a “tadinha, ela tem problemas com drogas”. Sou revoltada por não ser hipócrita. Pessimista, por não estar de acordo com “acasos”. Sou teimosa por não concordar com você. Sou como você me vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4259940569069263571?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4259940569069263571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4259940569069263571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/09/clarice.html' title='Clarice'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5761870414023262361</id><published>2010-09-22T19:27:00.001-03:00</published><updated>2010-09-22T19:28:28.969-03:00</updated><title type='text'>Setembrite</title><content type='html'>Chega setembro e você quase nem sabe mais o que está acontecendo. Essa, definitivamente, é a época mais cansada do ano. Terceiros colegiais e suas inscrições, cursinhos e suas desistências. Alguns nem assimilam mais todos aqueles símbolos no quadro – muito – negro: “raízes”, “x”, “números imaginários”, “V”, “F”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A penúltima apostila está mais rabiscada que porta de banheiro público. No inicio, eram contas, moléculas, observações importantes. Hoje, pode ser o que quiser, desde desenhos, rabiscos sem sentido, “testes-de-caneta”, “sono”. Tudo isso por contemplarmos a “setembrite”. A partir dessa, a “vergonha na cara” desaparece e você começa a dormir com mais freqüência, e não é nem aquele sono especialmente matinal, típico de primeiras aulas; o problema consiste na primeira aula, na segunda, na anterior ao almoço – porque você está com fome –, na pós-almoço, porque comeu demais, na última, porque é a última, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os salgados da cantina já enjoaram e a tia, se for intrometida como a minha, entre um doce e outro, já começa a te dar sermão, estimular seu peso na consciência e a pressão (que quase não existe, bobagem minha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, em meio a tantas inscrições e ameaças sobre você não ser aprovado diante de todo aquele gasto, você até perde aquele coragem pra pedir as “carolinas” para o fim da tarde à sua mãe. Aliás, você quase não pede mais nada a ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato de acordar vira um ritual e segue os seguintes hábitos: na segunda, você acorda pensando na sexta, ou no sábado – caso suas aulas se estendam pelos seis dias. A título de consolo, nos demais dias, se o sono prevalecer insuportável, você acorda pensando na última aula, ou ainda, naquele dia chave que acontece de sair mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com algumas pessoas acontece de saírem menos. Já aqueles que mantêm cursos, atividades físicas recém começadas, nem se lembram mais do que é isso. Hábitos religiosos só são nutridos caso precise de nota, ou esteja caminhando para o terceiro, ou mais, anos de cursinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por algum acaso houver movimentação livre no seu recinto educacional, inicia-se a busca por companhia pra tomar um café, bater um papo, ver a rua. Do contrário, idas ao banheiro acabam por ser mais comuns e demoradas. Vai lá, já anda mais devagar, pensando na vida, às vezes encontra um ou outro na mesma situação que você, pergunta do futebol pro inspetor, que de tão cansado também, nem se recorda de ser tão chato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não tem o que fazer. De qualquer forma, é setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5761870414023262361?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5761870414023262361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5761870414023262361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/09/setembrite.html' title='Setembrite'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5139026086421217736</id><published>2010-08-31T18:26:00.002-03:00</published><updated>2010-08-31T21:16:26.800-03:00</updated><title type='text'>Para vocês</title><content type='html'>Com você, eu me esqueci do significado da palavra cautela, talvez pela contagem regressiva que se fez presente. Vivi tão intensamente cada encontro, que ri e chorei na mesma proporção da minha paixão acolhida por seus braços, os quais continuam, com perfeição, me abraçando forte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com você, retomei todos os meus cuidados, enquanto você se perguntava o porquê de tantos muros. Não foi tão intenso quanto o outro, confesso. Mas não que isso tenha sido ruim, muito pelo contrário, tive o prazer do costume e da segurança não desfrutada anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, amor, que não me ensinou sobre segurança, apresentou todos os prazeres das sintonias. Tive sua presença por tão perto, que durante várias noites eu ainda sentia seu corpo caloroso envolto pelo meu. Fez de muitas músicas perfeitamente tuas, tanto que, hoje, sinto um sério constrangimento em te olhar nos olhos e ouvir alguma delas; faz-se um sorriso amarelo inevitável e, como bem sabe, não gosto que o perceba. Perto de ti eu sou forte – ou tento parecer – e estranha. Só me esqueço de prevalecer tais características quando passo meus infinitos segundos olhando pros teus olhos. Desses que sei exatamente sobre os “risquinhos” castanhos acinzentados perdidos do castanho escuro misterioso. Sei também dos “vasinhos” e da curvatura exata de seus cílios fartos. Sem contar que tenho até hoje a simetria de sua face em minhas mãos, trancafiada junto do meu porta-lembranças para nunca mais dizer adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por você, anjo, responsável pelos meus prazeres, nunca quis tanto me preparar. Nutri um desejo de melhora incrível – no exato sentido de não crer. Quis estar à sua proporção e cultivar uma constante. E eu estive, anjo, não pelo tempo que você gostaria, mas estive. Você foi minha segunda tentativa de “sempre”, com quem eu planejei, me assegurei, sonhei e mudei vários de meus planos. Mas saí de minhas raízes e o resto que se prendia a elas, ficou fraco demais. Não tive o alicerce, ou não o recebi de forma adequada e satisfatória para nós dois. Foi aí que me perdi em meio de suas atitudes inseguras e sem orgulho. Tão entregue que eu nem sabia mais o que fazer com tudo aquilo. Fomos ficando cada vez mais diferentes durante a minha volta à frieza e calculismo de sempre, e você precisando cada vez menos disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De você, amor, senti falta de toda sua arrogância, a qual, para mim, era charme, de toda sua prepotência que me fazia segura, de seu orgulho destruindo o meu, de suas amigas - talvez sem plural -, que me ponderaram os ciúmes, de sua ida me renascendo o anseio de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de você, anjo, senti falta de ter importância a partir do momento em que te deixei ir. Também de sua dependência camuflada e sobreposta de afeto infantil (não entenda mal o “infantil”). Fez despertar todos os desejos carnais, embora não tenhamos tido tempo o suficiente para realizá-los. Te quis, por todo nosso tempo, junto de mim e, talvez assim, tivéssemos nos entendido melhor, proporcionando, assim, consertar nossas falhas de maneira mais adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com você, amor, eu nem me lembro de como te esqueci. E caso esteja me acompanhando, saberá o raciocínio e lógica da situação. Não deixarei pistas, você nunca aparentou precisar, sendo uma das coisas que sempre me encantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com você, anjo, eu nem sei como terminar e me despedir. Um infortúnio, eu sei. Considere, porém, todas as minhas desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por elas&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5139026086421217736?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5139026086421217736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5139026086421217736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/08/para-voces.html' title='Para vocês'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4012149531751803906</id><published>2010-08-27T19:59:00.000-03:00</published><updated>2010-08-27T19:59:40.606-03:00</updated><title type='text'>O sucesso da aprovação</title><content type='html'>Ainda que possa ser visto como só mais um depoimento de uma vestibulanda (próxima de uma pilha de nervos), pode vir a valer a pena opinar sobre o tal assunto só para enfatizar o desabafo ou, puro e simplesmente, escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja só a que somos condicionados: lá nos primórdios, fazem questão de nos apresentar letras, números, formas. Resumindo de forma bem precária, apresentam-nos as operações matemáticas, construções lingüísticas. Propõe-nos a desenvolver arte. Passamos, aí, a nos especificar mais. Grade acadêmica aumenta e tentam introduzir coisas biológica, física, química e matematicamente sobre terra, água, ar – e o máximo que puderem. Contam-nos histórias brasileiras, portuguesas, orientais... sem contar o incentivo a pensar no subjetivo, inexistente, o lógico, o mecânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que no fim das contas (que são muitas) tudo se una de algum modo, esses 200 dias letivos por alguns vários anos consecutivos acabam por ser – ao menos, perante a minha visão – a transa mais miscigenada na vida de um ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, tudo isso é um preparo para o afunilamento total. Emburrecimento; com todo respeito ao animal e ao dicionário (não sei se a palavra existe); planejado e escolhido meticulosamente. Alguns passam três anos se preparando, outros dois e alguns ainda, dois meses, para as tão esperadas (ênfase, por favor) “provas de conhecimentos gerais”. A prova final de que você, aluno, sem luz pelo latim, adquiriu alguma iluminação no decorrer de seu histórico escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, por muito esforço, intervenção divina, sei lá, você passe, prepare-se: voltará a ser um sem-luz qualquer. Agora, com uma diferença, ao invés de amplificar seus horizontes, irá minimizar com vistoso destaque seus conhecimentos arduamente obtidos, os quais serão futuramente esquecidos com o devido esplendor para restar lugar suficiente para os outros lances especializados, a fim de te tirar da frente daqueles holofotes escolares e tornar-te num gigante diante de uma fendazinha de luz universitária que entra pelo buraco da fechadura. Contemple.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4012149531751803906?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4012149531751803906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4012149531751803906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/08/o-sucesso-da-aprovacao.html' title='O sucesso da aprovação'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4300451512495455836</id><published>2010-08-27T19:37:00.002-03:00</published><updated>2010-08-27T19:37:54.593-03:00</updated><title type='text'>De volta.</title><content type='html'>Recentemente eu me peguei no auge da hipocrisia. Logo eu, no constante ensaio de me policiar desses males. Mas, como qualquer um, falhei por alguns vários instantes, talvez ainda, um pouco mais que isso, embora tenham sido só desses que tive o reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me auto-repreendi de escrever por aqui, por ficar pensando em quem lerá, ou quem deixará de ler. Nesses tempos, há pessoas que eu gostaria que lessem, e outras, que se o fizesse, parassem. A justificativa disso era a margem larga para desentendimentos, deduções e afins. Não gosto de explicitar, entretanto gostaria que fosse explícito para alguns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu me livrei parcialmente dessa zombaria. E prometo vir com novidades – nem tão novidades assim, confesso. E você, é você mesmo, que se atenha. Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por...&lt;br /&gt;...você sabe.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4300451512495455836?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4300451512495455836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4300451512495455836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/08/de-volta.html' title='De volta.'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8796952514697930080</id><published>2010-06-29T22:07:00.001-03:00</published><updated>2010-06-29T23:02:31.504-03:00</updated><title type='text'>O show não pode parar</title><content type='html'>A sociedade se forma através de culturas híbridas e se encontra num estágio elevadíssimo de contaminação proveniente de um mundo imerso em imagem, mesclado de espetáculos de todas as suas origens. Fica clara, assim, a relação direta e inevitável com o sistema vigente, onde felicidade se resume a consumir, tornando a forma mais perversa de ser da sociedade do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos retratados como espetáculos poderiam ser listados um a um. O mais recente é o da menina Isabella, o qual movimentou milhares de pessoas – por mais tempo que os demais – destaque vindo da mídia que se disfarça de imparcial e busca o foque de interesse do público. Resultando em todas as proporções presenciadas, desde todos os meios de comunicação de massa falando do mesmo assunto, até a comemoração de pessoas que viajam quilômetros à porta da delegacia a fim de profanarem os suspeitos, jogar pedras e acenar para as câmeras ali presentes ante a resposta do júri ao (já pré-condenado pela sociedade) casal Nardoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o circo já montado e os palhaços entretendo com afinco o seu público, outros mais assassinatos acontecem, também com crianças, a diferença está na atenção. Uns não chegam a um décimo da platéia, muito menos a um julgamento. E, sem as câmeras, a polícia já não trabalha de forma tão eficaz, advogados não compram ternos novos, a perícia não demonstra tanto profissionalismo e nem é gasto 50 vezes mais para resolver o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, então, é visto o povo se prostrando como seguidor do espetáculo. Esse próprio espetáculo descrito no dicionário como algo que prenda atenção, atrativo, algo a se contemplar e, até mesmo, a representação do ridículo. Evidentemente que um bom espetáculo seguido de um drama mais trágico – ainda que a contemplação termine quando o próximo anúncio no intervalo da novela das 8h começar – gera muito mais repercussão. Ou seja, os políticos continuam em sua corrupção, assassinatos acontecem, estupros, leis sem sentido sendo aprovadas e muitas outras barbáries. Mas, sem a presença das câmeras, não teria por que de tanto esforço, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por Talita&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8796952514697930080?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8796952514697930080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8796952514697930080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/06/sociedade-se-forma-atraves-de-culturas.html' title='O show não pode parar'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8650259454506410339</id><published>2010-06-08T13:55:00.003-03:00</published><updated>2010-06-08T14:04:55.445-03:00</updated><title type='text'>Dos amores que tive - Parte III</title><content type='html'>Daí então, o surto. 2009. Dois mil inove. O ano da perda, o ano da posse, o ano. Talvez, um dos anos mais conturbados que eu me lembre com refresco na memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano que eu mais precisei de um desvio, de um veneno, válvulas e mais válvulas de escape. E eu o fiz acontecer um pouco antes do fim de 2008. Com modéstia, mas foi com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como tudo tem um começo; esse se deu inicio no feriado de Corpus Christi em 2008, numa PoliONU – simulação da ONU, realizada na sede do Poliedro, em São José dos Campos. Tudo muito lindo: grupo estudado, empolgação em demasia para fazer bonito e representar legal a unidade do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, extremamente de gaiato naquele navio, rodeada de delegados querendo me exterminar com os olhos. O motivo, para mim, era pelo fato de eu estar estreando na situação, por não saber como funcionava, não saber como me portar e, simplesmente, travar na hora de abrir a boca pra qualquer pronunciamento. Pronúncias as quais só se consolidaram de bobagens. Meu Deus, que amadorismo. E pra quê travar daquela forma se tinha tão boa desenvoltura longe daquele lugar? Fora essa “viagem”, outro motivo aparente pra olhares fulminantes, agora com maior sentido, seria pela situação que eu estava – novamente de gaiato – na simulação propriamente dita. Veja só: representava Coreia do Norte. É. Coreia do Norte num comitê de desarmamento e segurança internacional, onde direcionavam os debates para o tratado de não proliferação de armas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de toda essa confusão, timidez e muitos “eticéteras”, me aparece o representante da Bolívia. Um moreninho, que se achava alto, da boca grande e com uma voz engraçada. Teve a cara de pau de me seguir numa de minhas saídas da sala e me propor um acordo. Acordo que não consenti de fato, visto que fui completamente induzida a um aperto de mão concordando que eu falaria alguma coisa nas próximas sessões. Já que só podia se comunicar através de bilhetes, ele se tornou meu refúgio no papel, onde eu o atormentava com todos os meus desejos de fim ao feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa oportunidade, ficou conversando comigo no intervalo de uma sessão e outra, noutra, me chamou pra algo que teria à noite com o pessoal do hotel.  Não aceitei por achar que era mais um dos que estavam me xavecando. Não sou convencida. Não sou tão convencida. Mas talvez tenha sido ao achar que o garoto estava obrigatoriamente interessado em mim. Ok. Fim da simulação.  Lista de MSN entre os participantes. Apesar de tudo, ele foi simpático, prestativo e ouviu meus desesperos. O adicionei, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de pneumonia e sem internet. Pós isso, começamos a nos falar cada vez mais regularmente e num momento de maior intimidade, perguntei-lhe sobre as intenções durante a simulação. E pro meu espanto, não foi nada do que eu suspeitei. Como assim? Me enganei a esse ponto com as boas ações e o altruísmo do garoto? Agora, João Pedro, não mais “Bolívia”. Era quase questão de honra reverter a situação. Mentira, nem era tão assim.  Mesmo porque, soube de uma moça, uma ex; ora ex, ora atual; que estava ainda no caminho. Assim como contei do meu. Foi uma amizade. Não vou negar. Quase pura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até hoje não sei como foi a mudança de amizade pra qualquer outra coisa a mais que isso. As horas de conversa aumentaram desproporcionalmente. E com mais doses de intimidade, eu já estava ligando a fim de deixar o contato mais próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento ou outro, eu já não me interessava por outros caras. Planos pra nos vermos eram mais comentados. Contando ainda com a dificuldade de ir e vir, deparei com a contagem regressiva. Um tempo exato pra fazer e acontecer tudo. Ele viajaria no meio de 2009. Intercâmbio. Ironia ou não: Alemanha como destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8650259454506410339?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8650259454506410339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8650259454506410339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/06/dos-amores-que-tive-parte-iii.html' title='Dos amores que tive - Parte III'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2006287344890704462</id><published>2010-05-06T00:56:00.000-03:00</published><updated>2010-05-06T00:56:11.348-03:00</updated><title type='text'>Dos amores que tive - Parte II</title><content type='html'>Porém, no fim desse ano, 2005, comecei a andar com a Nane, que “namorava” o João Paulo. E como eu era a amiga solteira, ela queria - incontestavelmente - me arranjar um par. Até que numa festinha da escola, fui apresentada a um tal de Renan. Uma cara de bobo impagável, um andar desajeitado que me fazia rir. Apostei, e perdi, que não ficaria com o tal do “Rê”. No fim da festa, por livre e espontânea pressão, cedi aos encantos do garoto quieto que não trocava uma única palavra comigo. Talvez tenha sido a minha pior ficada, nunca quis sair tanto de um lugar como quis aquele dia. Ele, como um bom aprendiz de homem, pegou meu telefone. E por esse motivo de ser aprendiz, jamais achei que ligaria, que mandaria sinal ou qualquer coisa do gênero. Pra quê? O garoto disparou a me atazanar por SMS. Ficou dois ou três meses me mandando mensagens quase todos os dias. Eu, como aprendiz de orgulhosa e sacana que já era, não respondi a nenhuma. Fiquei até com um amigo dele pra ver se ele ficava com raiva de mim. Não deu muito certo. Prosseguiu com as mensagens até que foi num acampamento de formatura de sua 8ª série. Voltou de lá namorando e faceiro com uma menina de Pindamonhangaba que durou um mês – eu só sabia da existência dessa cidade, porque ouvia o Raul Gil mandando as crianças pronunciarem palavras difíceis, e dentre elas, estava essa cidade aí. A inveja e a falta de um, ainda que bobo, garoto no meu pé me causou um certo ciuminho, porém não era nada insuperável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, e já na minha oitava série, conheci o Gui, amigo da Nane também. Um magrelinho engraçado que me fazia rir sem parar. Completamente tímido com mulher. Fiquei de fevereiro ao fim de março com ele. A gente se via pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um “nick” no MSN curioso, voltei a falar com o Renan. Ele estava participando de uma promoção: “leve essa bandeira”, algo assim. Quatro anos atrás. Era ano de Copa do Mundo. Falávamos-nos como nunca. Ele conseguiu a promoção e participou da Copa na Alemanha. Trouxe até um presente de lá, o qual eu demorei um ano e meio pra pegar. Eu gostava do Gui ainda e do Renan, eu tinha trauma. A gente ficava cada vez mais próximos. Ficamos algumas vezes. E não foi ruim. Pra fazer com que o Renan desgrudasse de mim, de novo, resolvi voltar com o Gui, ficamos mais uns três meses. O que desencadeou o namoro repentino do Renan, que eu descobri depois que era justamente pra me esquecer.  Acho que ai eu descobri que gostava do ex-cara-de-bobo e ex-desajeitado. A gente continuava se vendo muito, pela quantidade de amigos em comum e por um amigo que sofreu acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu outra, ele largou da garota. Ficou comigo, voltou com a garota, largou de novo. Ficou comigo. E nesse decorrer tentamos firmar alguma coisa por algumas outras vezes. Mas o que duas crianças de 14 e 15 anos entenderiam de um relacionamento “sério”? Embora todas as desavenças, 2007 deve ter sido o melhor ano. Aprendi a gostar de moto e trilhas. Criei uma paixão pelo rancho indescritível. Aprendi a dirigir, gostar de destilado e um pouco de cerveja, ouvia mais sertanejo, jogar truco e fazer fogueira. Fiquei mais próxima da família, e eles me tratavam como filha, numa redoma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive nesse ciclo até o último beijo que tivemos. Inicio de abril em 2009. Tive alguns outros “amores” nesse tempo todo. O Gui, aquele irmão do Wilian que morava em frente à casa da minha avó, o Tchub; a realização de um desejo que eu nutria desde às minhas aulas de inglês nos 13 e 14 anos, uma retomada no Johnny; o Grassi; o Cristiano Ronaldo das meninas; o João Otávio, o Rafa, o Jefferson – não necessariamente nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve também os que gostaram de mim, mas não acho pertinente citar. Não por ora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2006287344890704462?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2006287344890704462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2006287344890704462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/05/dos-amores-que-tive-parte-ii.html' title='Dos amores que tive - Parte II'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8440591782498542116</id><published>2010-04-23T19:51:00.001-03:00</published><updated>2010-04-23T20:08:24.702-03:00</updated><title type='text'>Dos amores que tive - Parte I</title><content type='html'>Dos amores que tive me lembro do Juninho um ano mais velho. Eu tinha uns três, quatro anos, morava ainda em Américo Brasiliense. Pra te falar a verdade, eu não sei do que eu gostava mais nele, se era do brinquedo – que ele nunca me deixava brincar – em forma de escada rolante, funcionando a pilha com uns pingüins que subiam e desciam e faziam meus olhos brilharem fascinados; dos carrinhos em miniatura, principalmente o amarelo mais brilhante que um dia eu peguei escondido; ou ainda dos cabelos dourados em formato de tigela que brilhavam na luz do sol. Adorava brincar de princesa, só para a bruxa me congelar e ele ter que me dar um beijo na testa, rápido e tímido, para assim, eu voltar pro meu castelo. Mas ele era um ano mais velho que eu; ele queria saber de brincar de guerreiro-valente com uma espada que brilhava. Daí então, eu me interessei pelo Ricardo, morava do lado de casa, não tão bonito quanto o Juninho, mas vivia pegando na minha mão. Além do mais, ele me deixava brincar no Nintendo, naquele joguinho que ia matando os patinhos. Não durou muito tempo, tive que vir pra Jaú. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui morar com a avó, e na rua da casa dela tinha o João Paulo e os irmãos Gui e Wilian. O João Paulo era bem mais velho, uns três anos, não se interessava em falar com meninas mais novas. Ele queria jogar futebol e video-game e, por eu brincar com a irmã dele, vivia me chamando de pirralha e "rechonchuda". Já o Gui era gordinho, um ano mais velho, sempre me dava atenção. Emprestava a bicicleta, me empurrava no skate, me ensinou a jogar bolinha de gude, me dava chocolate. Só que eu me interessava mesmo era pelo Wilian, mais alto, mais velho, mais loiro e um par de olhos azuis que eu achava lindo, e mais tímido. Mudaram-se de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vieram os amores de colégio. Ah, o Victor... achei que nunca iria esquecer aquele garoto de nariz fininho, bem branquinho, com umas pintinhas no rosto. Vivia me atazanando a vida, sentava perto de mim só pra poder puxar meu cabelo. E ainda por cima, tinha a cara de pau de dizer que era pra ficar com o cheiro do meu cabelo nas mãos. Esses dias eu descobri que era realmente verdade. Passei tempos encantada pelo Victor, escrevia o nome dele nos cadernos, dentro de corações com flechas, visitava a família, o chamava para as festinhas de aniversário... e quando ele ia, eu quase surtava; colocava a roupa mais bonita, o batom que eu mais gostava e me mantinha toda faceira no meio das meninas a fim que ele me notasse. Ele notava de fato, mas eu nunca soube. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei do Victor até a 3ª série, foi quando eu mudei de período e ele, de cidade. Na 3ª série então me deparei com um bem mais velho, já do “ginásio”; exalando 5ª série. Ruivinho, alto, magro e todo sério. O Pedro me fez escrever cartas de amor, me fez segui-lo pelos intervalos só pra passar diante ou do lado dele, pra esbarrar uma vez ou outra. E quando ele me olhava e "sorria", ainda que risse de mim, eu não podia acreditar, considerava, então, o maior presente da década. As meninas entregavam cartas que eu não tinha coragem de entregar, ele diz, inclusive, que as possui até hoje. Sofri por não ser correspondida até a minha 5ª série e 8ª série dele, quando ele mudou de colégio. Na 6ª serie, dei meu primeiro beijo e jurei pra mim que não iria mais gostar de ninguém devido ao trauma que foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no fim do mesmo ano, quando mudei de colégio, conheci o Johnny. Moreno, alto, bonito e sensual. Ele entraria pro primeiro colegial da escola nova, amigo do Lucrinha, que ficava com a Bruna e era minha melhor amiga. Foi com quem eu fui a primeira vez ao cinema de casalzinho, com quem eu passava horas no telefone, quem eu morria de saudade. Quando o cruzava nos intervalos da escola era a coisa mais gostosa que tinha, coração acelerava, mãos suavam e, nossa! Eu queria namorar aquele rapaz. Até o dia em que ele se engraçou com uma menina mais velha, a Thais, uma loira linda. Foi até compreensível, mas passei a minha sétima série inteira pensando no tal do Johnny.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8440591782498542116?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8440591782498542116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8440591782498542116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/04/dos-amores-que-tive-parte-i.html' title='Dos amores que tive - Parte I'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-7232113600135514166</id><published>2010-04-09T00:39:00.002-03:00</published><updated>2010-04-09T00:47:11.266-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Descendo hoje a Rua Nova do Almada, reparei de repente nas costas do homem que descia diante de mim. Eram as costas vulgares de um homem qualquer, o casaco de um fato modesto num dorso de transeunte ocasional. Levava uma pasta velha debaixo do braço esquerdo, e punha no chão, ao ritmo do andando, um guarda-chuva enrolado, que trazia pela curva da mão direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti de repente uma coisa parecida com ternura por este homem. Senti nele a ternura que se sente pela comum vulgaridade humana, pelo banal cotidiano do chefe de família que vi no trabalho, pelo lar humilde e alegre dele, pelos prazeres alegres e tristes de que forçosamente se compõe sua vida, pela inocência de viver sem analisar, pela naturalidade animal daquelas costas vestidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(até aqui, são palavras de Bernardo Soares, d'O livro do Desassossego. Daqui por diante, são palavras minhas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez estivesse indo para a casa depois de um dia cansado de trabalho. O ritmo peculiar e faceto poderia representar a vontade de ver a mulher e os filhos, contar que foi promovido ou que recebeu algum elogio do chefe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha curiosidade surgiu justamente pelo fato de eu ter adquirido uma terna admiração por aquelas costas no terno azul marinho, no guarda-chuva cinza-triste que o acompanhava e batia no chão a cada pisar esquerdo. A pasta era meio velha, aspecto de pesada e ele a levava embaixo do braço - agora - direito, num apreço imensurável, como se carregasse a coisa mais valiosa do mundo ali: em suas mãos. Talvez dinheiro, talvez um convite, talvez um exame. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu para ver o rosto, mas apostaria que carregava um semblante calmo, ao mesmo tempo cansado, feliz e ansioso pela chegada aonde quer que fosse. &lt;br /&gt;Eu o segui até quando o vi entrar numa casinha cor de creme, daquelas antigas, sem garagem, número 18. A cor das paredes já meio descascada. Um toldo verde musgo por cima das duas janelas e uma luz amarela acesa na janela direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que ia chegando perto dessa casa, notei que o passo apertava, as pernas pareciam mais "duras"; por não conseguir acompanhar o guarda-chuva com o caminhar, parou de batê-lo na calçada e o colocou junto da pasta. Tirou o chapéu da cabeça, trouxe-o junto ao peito. Parou repentinamente em frente à porta que entraria, olho-a como um todo e entrou. Ali terminava a minha saga.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Bernardo e Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-7232113600135514166?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7232113600135514166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7232113600135514166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/04/descendo-hoje-rua-nova-do-almada.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6354474702897027030</id><published>2010-04-09T00:30:00.002-03:00</published><updated>2010-04-09T00:30:42.591-03:00</updated><title type='text'>O inerente da civilização</title><content type='html'>A fim de iniciar qualquer discussão sobre corrupção, e o quão ferido fica o pobre depois de ter seus serviços básicos minados, o que alimenta a desigualdade e injustiça, principalmente, senão somente, na camada social desprovida financeiramente, é necessário analisar que o mundo – não restringindo pros dias de hoje – necessita do paradoxo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 19, Marx; sem vivenciar a Grande Guerra, Hitler, Guerra Fria, Depressão Econômica, Neil Armstrong; observara que a história sempre se desenvolveu no quadro de um antagonismo, sendo homens livres e escravos, na Antiguidade; senhores e servos, na Idade Média; burguesia e proletariado, nos tempos modernos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, fica claro que é inevitável toda a desigualdade do capitalismo. E que alguns precisam perder para outros ganharem, mantendo o equilíbrio preciso para o sistema vigente. O que leva alguns a arranjarem um meio, ainda que recriminável, para conseguir o que anseiam, seja por necessidade, seja por vaidade ou ostentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que corrupção não é aquela que gira em torno só das três esferas do poder (legislativo, judiciário e executivo), presencia-se, portanto, em qualquer ato que esteja proposto em favorecer um, enquanto prejudica outro, também em desvios de recursos, sonegação de impostos, entre outros; fazendo com que se torne intrínseco ao indivíduo o ato de corromper-se, o que não oferece integridade moral e plena ao povo quando esse não permite a corrupção inerente à civilização. Pode-se, ao menos, desejar um país menos corrupto; e o meio mais sensato para isso, ocasiona-se quando parte de cada um a iniciativa de melhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6354474702897027030?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6354474702897027030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6354474702897027030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/04/o-inerente-da-civilizacao.html' title='O inerente da civilização'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8979257371668711419</id><published>2010-03-31T00:50:00.002-03:00</published><updated>2010-04-09T01:04:34.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minha apostila e minhas matérias do fichário desse meu (ironicamente) parado terceiro – e finalmente – ano não são mais cheios de nomes inteiros, sobrenomes, versos de músicas românticas e corações com flechas. No meu auge dos tão esperados 18 anos, eu percebi que ele não leria e eu não me tornaria mais ou menos apaixonada por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi porque eu parei de descrever meus encontros que eles deixaram de ser vividos e contemplados com a minha entrega por inteiro. Nem foi porque ele mora mais perto que eu parei de chorar em idas e voltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando guardando menos – ou quase nada – coisas pra mim. Não me sinto mais tão minha como me senti ao longo de minha pouca idade. A “palavra tag” é “entrega”. Um “shot” de coragem atrás do meu escudo covarde e falho talvez tenha colaborado um tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho carregando um laço no meu dedo direito, costume provindo dos gregos e romanos, um hábito hindu provavelmente, de suma importância pra mim. A insegurança é menor. Estou dessa vez acompanhada de uma só pessoa (entregue – acredito eu – na mesma proporção). Não me são agregados “jotas”, “dês” e qualquer outra letra, nem qualquer outra vaca profana que me tire o eixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos são mais palpáveis. Injeções. As bobeiras, babaquices e intimidades estão cada vez “piores” e o amadurecimento vem sendo contínuo. A necessidade, crescente. Estou mais olhos e pele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artifícios da paranóia delirante da internet tem se mostrado inversamente proporcional à saudade quando testados no ato de suprir todo e qualquer anseio. A operadora do celular é totalmente pró a casais distantes, proporcionando-me assim noites inteiras, e literais, de afeto. Injeções (novamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem família, carinho em demasia e menos ceticismo. Orgulho parte mais (bem mais) de mim; eu admito. E deve ser por isso que tem sido assim... Estranhamente bom. Inesperadamente bom.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de março de 2010&lt;br /&gt;3h13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por mim&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8979257371668711419?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8979257371668711419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8979257371668711419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/03/minha-apostila-e-minhas-materias-do.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8273037255965101061</id><published>2010-03-22T18:11:00.000-03:00</published><updated>2010-03-22T18:11:25.253-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é de hoje, não é desse século que vemos e estudamos o homem falhar e pagar pelas próprias palavras. Incontáveis são as vezes que provamos a nós mesmos que a nossa “elevação” intelecto-racional é, de muito fato, o nosso aniquilamento, o embaraço camuflado é o paradoxo de uma dádiva que nos faz (moralmente) inferiores. Não porque esse era intuito principal, mas sim porque para outros fins, e nos dispusemos sem questionar, como já é de praxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutras ocasiões há a predisposição de um amparo religioso. O lado bom, ou não, é que isso realmente interfere na vida das pessoas proporcionando-lhes alguma dignidade aparente, por mais que seja imposta (e relativa). O biólogo Richard Dawkins disse em uma entrevista que uma pessoa que deixa de fazer o “mal” apenas porque crê na eterna continuidade da vida – vida após a morte; concepções de céu e inferno – ou seja, aquele que faz o bem por medo de um “castigo” divino é, no mínimo, antiético. E é aí que entra uma série de outras questões, o tão batido tema sobre pena de morte por exemplo, visto que não é o medo que se deve introduzir numa sociedade e, sim, a ética acompanhada da dignidade. Esculpir a idéia de que tirar o direito da vida com as mãos deve-se estar fora de cogitação por já ser atribuído à sua moral e não por medo de uma possível punição comprometendo sua (pseudo) liberdade. Entende onde quero chegar? Onde está o caráter moral disso? Existe alguma bondade natural ou tudo é atribuído aos “desejos” de Deus? O homem nasce bom? Ou somos maus por natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das poucas vezes que paro pra assistir TV, vi um homem que matou outro porque esse se recusou a fechar a janela do ônibus. Não estou querendo proporcionar sensacionalismo ou uma sessão “Datena” através desse texto, mas, sinceramente, a que ponto chegou nosso discernimento mental? – Se procede a informação de que só usamos 10% da capacidade do cérebro, que isso seja revisto para que possamos descobrir como ir além, não? Alguns poderiam chegar até mim e me tentar “justificar” o ato ao questionar o nível de instrução mental desse homem. Mas convenhamos, é ingenuidade analisar a tal instrução mental, pois quanto mais controle do cérebro tivermos, maior o intuito em exercer uma dominação uns com os outros. Revolução do Bichos, lembra? Quanto ao assassino do ônibus, pouco importaria se tratasse de um analfabeto, comerciante, professor, ou um “Dr.”. Ainda é importante lembrar que Harry Truman, político e estadunidense, juiz em 1922, senador em 34 e presidente em 45, foi um dos responsáveis por um dos maiores flagelos da história, as bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se é bem instruído ou não, simplesmente são humanos. O homem é dotado de uma essência ruim que vai além do extinto de preservação de vida dos demais animais. Somos egoístas, dominadores, onipotentes. Não só. Somos todos iguais, o que nos difere são as circunstâncias e as armas em mãos. “A ocasião faz o ladrão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por Talita&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8273037255965101061?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8273037255965101061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8273037255965101061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/03/nao-e-de-hoje-nao-e-desse-seculo-que.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-3714778165191048438</id><published>2010-01-26T00:55:00.001-02:00</published><updated>2010-01-26T00:59:00.447-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu o observo, do único meio que me propõe. Lindo e leve antes de dormir. Dias e noites profanas. Histórias lânguidas. Não é mais um desejo vão e promíscuo, é indigência. E tudo se resume às poucas palavras rasas que sei pronunciar diante de minha percepção pagã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 3h04, madrugada do dia 25 de janeiro do novo ano que nasce: 2010. São todos os meus planos temperados com você, acrescidos a cada momento do meu livro. Os problemas pararam de girar em torno do que giravam. Agora, exatamente agora, somos nós. Nós. Nós e todos os nossos cúmplices. Tornou-se mais que um personagem ridículo a ser esquecido. Tornou-se o protagonista e antagonista das minhas idéias; o mais querido no meu sofá, ou esteado no meu tapete enquanto prende as minhas pernas entre as suas. Faça parte do meu oxigênio e tem de fazer parte da minha língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se de anjo com qualquer luz que o propicie. Engana, seduz, persuade. Enlouquece. Enloquece... com qualquer sorriso bem dado ou palavras bem articuladas, ou ainda, alguma voz um pouco mais “molinha”. Deliciosamente viciante. Feito um narcótico. Completamente ilícito. Enquanto eu, sem nenhuma proteção. Sem muro. Sem orgulho. Sem roupa. Estou feita de sorrisos. E recheada de clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez, tudo se resume às poucas palavras rasas que sei pronunciar diante de minha percepção pagã. 3h22.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Catarina&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-3714778165191048438?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3714778165191048438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3714778165191048438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/01/e-eu-o-observo-do-unico-meio-que-me.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6370610570395728978</id><published>2010-01-20T00:01:00.002-02:00</published><updated>2010-01-20T00:47:25.365-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sinto que o ano começa no fim das férias. Ou melhor, sinto que o ano começa quando está perto de começar as aulas. O ano letivo, é de fato o “ano” letivo. É aquele que você coloca na cabeça que depois que começa, demora pra terminar (perdoem-me o queísmo). Ainda que o mais legal seja agora, antes das férias de julho, sem – muita – pressão e sem aquela preocupação constante de fim de ano letivo. Notas, recuperações, re-recuperações e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desanimei no decorrer do meu ensino médio. As coisas eram mais legais quando eu me empolgava pra comprar o material escolar. Estrear o caderno, a caneta macia, o cuidado ao apagar do jeito “bonitinho” a borracha. Sempre tudo muito bonito no início. A classe se mostra mais unida, mais receptiva, mais de bem com a vida. Semblantes, muitas vezes, mais simpáticos que o normal. Férias viram assunto. Vestibular e decisões também. A promessa continua a mesma dos anos anteriores: “esse ano eu vou estudar”.  Os professores não mais estressados. Tarefas em dia, estojo limpo, matéria em ordem; o ato de copiar do “quadro-negro” torna-se quase involuntário. É desejo de recomeçar, é o gás pairando sobre as nossas cabeças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos três primeiros meses a promessa vem se cumprindo de fato. Estudos, estudos, estudos. Amizade. “No-stress”. A mulher da cantina traz salgados novos. Os coordenadores demonstram empolgação sobre o planejamento do ano. Alguns horários de aulas ainda se alteram. Alunos novos dão as caras. No fim de maio, o gás vai acabando. Contagens regressivas para as férias de julho começam a aparecer. Aí, quando finalmente chega, você se vê diante de uma válvula, ou várias delas, de escape. Eis o momento para novas promessas para o semestre seguinte. As preocupações com os últimos bimestres, ou o último trimestre, começam a te cumprimentar. A tensão cresce. Meio do ano e diga “oi” para os vestibulares. Você não sabe mais de onde surgiu tanta cobrança, se foi de você, dos coordenadores, da tia da cantina, dos seus pais, dos professores... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no fim, tudo levado as coxas. As buscas por grafite “zero-cinco” ficam constantes. A borracha está rabiscada e, por conta do lápis “seis-bê”, ela mancha ao apagar. As últimas folhas dos cadernos-bonitos estão rabiscadas. Nomes, desenhos, jogos da velha, forca, contas, telefones, desejos, parábolas, bilhetes, moléculas. Nada mais que marcas de um ano inteiro. Época de revisão. Mais vestibulares. Do gás você já não se lembra. Acordar disposto você não sabe mais o que significa. O “quadro negro” está mais negro e com um humor mais desagradável que o normal. Professores travam colunas (grande, Gramática), distúrbios intestinais (que o diga meu ex-professor de Física), crises de estresse (ê, Jesus), filhos nascem, audiências aparecem, e assim vai caminhando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano parece realmente terminar em dois momentos: ao fim de suas primeiras fases, que acabam no mesmo ano mesmo. Ou ao fim de suas segundas fases, mas aí só ano que vem.  E agora sim, classifique-se como felizardo ou não diante do ano que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6370610570395728978?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6370610570395728978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6370610570395728978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2010/01/eu-sinto-que-o-ano-comeca-no-fim-das.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-1088037525352182033</id><published>2009-12-26T01:02:00.002-02:00</published><updated>2009-12-26T01:02:52.284-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ir para ficar parado; avocar para ficar calado; sorrir para não ser notado; fingir-se hílare com o descaso; acreditar no pouco como suficiente; ignorar a música para não dançar; ausentar-se do ânimo para o futuro próximo, vago, abster-se à diversão, às festas, ao tumulto, à bebedeira, ao trago. Acuidade sem motivo; permanente olhar inibido; pouco caso com casos alheios. Um motivo para tudo; infinda racionalidade; fazer tolos os seus, permitir-se ao cansaço, preguiça. Adiar o abraço; poupar os comentários; contentar o discreto, limitar as ocasiões. Mudar de ideia; mudar de vida, mudar o rumo; abandonar as roupas… Mudar as músicas, mudar a trilha, fugir de tudo; fazer-se em ti uma “outra”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E construir um avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por alguém&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-1088037525352182033?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/1088037525352182033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/1088037525352182033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/12/ir-para-ficar-parado-avocar-para-ficar.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6890025589466026488</id><published>2009-12-22T13:30:00.000-02:00</published><updated>2009-12-22T13:30:49.978-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Abre o teu sorriso, eu estou a te esperar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemorando novamente a triunfal ignorância de um ser. Sabe que, diante da minha pouca sabedoria eu me pergunto como certas pessoas atingem certos pontos? A mente humana é, de fato, algo que eu gostaria de entender. Privar a minha doce navegação eu até engulo. Juro, e falo isso sem cinismo, se houver alguma dúvida. Forma de castigo, ainda que insensata, pra uma menina de quase 18 anos; sinal que me trata com alguns anos de retardamento, enfim. Agora retirar as minhas caixas de som eu já acho meio “tenso”. Deus, se Ele existir, que me perdoe e me livre de tratar os meus filhos assim. Que nessa hora, pelo menos nessa, a nossa rainha Elis Regina esteja errada, não sejamos os mesmos, nem viveremos como os nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a vida é esquisita mesmo, e que algumas pessoas têm necessidade de calejar com um certo tipo de coisa. Às vezes eu acho que meu tempo já deu. E que, sem prepotência, a minha hora de voar chegou. Eu o faria, se não tivessem me cortado as asas e se encontrasse uma dose de coragem por aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estou eu, diante da prepotência e arrogância alheia. Não seja infeliz de me perguntar, ainda, os motivos ante os meus inúmeros atos rudes. Eu tenho os meus motivos, embora possa não ter relevância para você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui uns anos, eu espero reler tudo isso e reconhecer como crescimento, amadurecimento. Pelo menos ver pesar o lado mais vantajoso da ocasião. Cantarei um novo hino e gritarei a minha falsa liberdade, aposto que verás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum dia de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita,&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6890025589466026488?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6890025589466026488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6890025589466026488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/12/abre-o-teu-sorriso-eu-estou-te-esperar.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6146814756310581820</id><published>2009-12-09T02:07:00.004-02:00</published><updated>2009-12-09T02:25:38.536-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eis minha primeira vez por aqui. Primeira vez em que eu me declaro de fato. Já devo ter aparecido obscuramente em alguns outros pontos, mas me prostrei covarde até então. Não sei exatamente quando fui gerada, sei que vim de uma desproporcionalidade de algum tempo atrás, sei o momento da minha concepção, momento decidido por mim. Sou a mais nova delas. Não sei dos motivos. Tenho o conhecimento de alguns porquês. Porém, nada muito além disso. Sou a mais frágil, a mais medrosa. A menos cética. Acredito em Deus e em suas intervenções. Acredito em avisos, energias, sintonias, uma força maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como parâmetro a borboleta, sou o final da pupa – a fase que se desenvolve dentro do casulo – e o inicio da imago, que colore, que voa. Sou a que ri de piadas sem graças, a que ri 30min depois da mesma piada sem graça, a que chora com filmes, músicas, livros e uma tarde chuvosa. Sou a que admira um pôr-do-sol, um arco íris, a simetria de uma face, de um corpo. Sou a que perde o controle, a que tem ciúmes, a mais gentil, a mais “bonitinha”, assim diria a Talita. Sou a que abraça a mãe, a que beija o irmão, a que tem vontade de apertar, morder, tatear um rosto, dedilhar cabelos, brincar com brincos, correntes, amarras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a que pede carinho, que gosta de colo, cafuné. Sou o baú das minhas lembranças, das minhas mentiras sinceras, inseguranças, medos, medos, medos e tristezas. Sou o encanto, sou a arte, sou a música, a cor, o lenço num dia de vento. Sou a borboleta. Sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 de dezembro de 2009, exatamente a 1h53.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;blockquote&gt;Por Catarina&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6146814756310581820?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6146814756310581820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6146814756310581820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/12/eis-minha-primeira-vez-por-aqui.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-3252901978241011200</id><published>2009-11-24T00:20:00.002-02:00</published><updated>2009-12-09T02:08:50.877-02:00</updated><title type='text'>Para mim;</title><content type='html'>Nasci em Jaú, dia 10 de janeiro, em 1992. Uma sexta feira, às 5h30 pós meio dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que não sei quem sou, só sei do que eu não gosto.” Tenho me afirmado a partir disso. Tenho permitido não me cobrar. Passei a me entender depois que deixei de querer ser entendida. Minhas opiniões não são flexíveis. Mas mudam, conforme a minha mudança. Eu sou uma pessoa absolutamente medíocre, assim como todas as pessoas normais desse mundo. Muitíssimo encabulada e talvez seja o que me diferencia da família. Sou hipócrita, e duvido que você não seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou fruto de um casal jovem. Andrea e Marcos. Casaram-se jovens. Ela com 15 e ele com 19. Minha mãe foi uma mulher linda. Baixa, olhos castanhos esverdeados, franja nos cabelos lisos que foram encaracolando com o tempo, nariz arrebitado e um sorriso inocente, infantil. Agora, nos seus 35, eu já contemplo algumas ruguinhas, o nariz menos arrebitado, a boca mais murchinha. O sorriso, não sei de quanto tempo pra cá, passou de inocente para triste. Ela é como boa parte das mães deveriam ser; fala palavrão, é risonha, brinca, confidencia, é dedicadíssima, cozinha muito bem e tem um apreço enorme pela casa. Já meu pai, é tão branco que chega a ser vermelho, ele é ruivo. Não muito alto, também. Agora, se eu te disser que eu não o conheço, vai achar que é mentira minha. Não conheço por que ele quase não se articula. “Entra mudo e sai calado”, assim eu costumava me referir a ele quando pequena. Ele, infelizmente ou não, não participou da minha infância com momentos positivos, continua mantendo esse ritual de me deixar más lembranças em sua presença. Eu acho que gosto mais dele por telefone, quando eu o atendo por acaso, normalmente quando não reconheço o número de telefone. Pode parecer incrível indiferença da minha parte não atendê-lo, mas a conversa não é comigo, a não ser quando ele deseja algo que só eu entendo. Ainda que eu relute acreditar, dizem que eu me pareço muito com ele. Quiçá seja por isso que nos atritamos tanto. É a minha teoria das peças de um quebra-cabeça. Precisam ser, necessariamente, diferentes pra se encaixarem, caso contrário, elas só se atritam e isso, muitas vezes, não é lá muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi dizer que sou simples, mas trabalhosa. Ouvi também que sou um cubo mágico sem resolução. Admito o meu orgulho, o meu “calculismo”, as minhas análises constantes, meus atos inescrupulosos, meu excesso de realismo, o qual acaba por ser pessimista, sou cabeça-dura, extremista. Admito minha complicação também, minhas fases, minhas incertezas, minha instabilidade, meu mau humor, minha chatice, minha obscuridade, meu egoísmo, egocentrismo, narcisismo. Não me esquecendo do sarcasmo, nem da ironia. Tenho certos problemas com a sutileza. Ela não tem me mandado lembranças já há algum tempo. Confesso que me acho um tanto previsível, mas me surpreenderam ao me chamar de “caixinha de surpresas”. Não sou indiferente, embora pareça ser. Eu penso demais, sou reservada demais. Tento me atentar aos detalhes. Afinal, não são eles que fazem a tal da diferença? Eu tento ser imparcial, não gosto de influenciar. Gosto de mandar, mas não gosto que me obedeçam. Prefiro o charme à beleza. Tenho minha velha opinião formada sobre tudo, ainda que eu me mantenha em metamorfose. Prefiro livro a uma bolsa. Apaixono-me por palavras. Permito-me apaixonar, ainda que eu não me entregue como eu deveria. Procuro ser qualitativa. Não sou intensa, tento me ponderar, me proteger (e que se danem as ênclises). Sou grossa, pessoas não sabem lidar com sinceridade sem a meiguice pra acompanhar. Não cobro entendimento alheio, não idealizo, sou até compreensível, me controlo, relativamente, bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca acreditei em amizades verdadeiras. Acredito num sistema o qual consiste numa troca mútua de interesses. Sejam eles quais forem. Somos todos prostitutos. Promíscuos. Dificilmente mantenho amizades, sou exigente, e qualquer atitude que vá contra meus valores essenciais, eu vou me dissolvendo, me distanciando. Deve ser por isso que nunca tive melhores amigas. Por isso que não mantive alguém de fato. Pago psicóloga. Quando eu quero, eu quero. Até enjoar. Seja com comida, seja com pessoa, seja com música. Poucas foram as coisas que não enjoei. Portanto, aconselho que vá mudando junto comigo. Não me cobre a postura inicial. E não tente me entender, você não vai conseguir. Eu não me entendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ando na minha melhor fase MPB. Tenho minhas crises existenciais. Admiro os pingos da chuva entrando pela minha janela. Li três vezes um mesmo livro, que me passou três sentidos diferentes. Em fases diferentes. E estou pra ler a quarta. Meu senso crítico é peculiar. Odeio clichê. Mas odiar o clichê é um clichê. Simpatizo com política. Não vou com a cara do Socialismo. Liberdade, para mim, não existe. E estamos cada vez mais alienados. Cada vez mais submersos. Religião é um caso sério. O Direito é lindo. E o errado também. Sinto de não ter ido a shows como o da Elis, da Cássia, do Cazuza, por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas pessoas me conhecem. E as que conhecem, sabem do “básico”. Não tem como saber muito daquilo que de permanente, só há a mudança. Eu estou tentando me conhecer. Não se precipite. Aos olhos do senso comum, sou o rostinho bonitinho que fala de maquiagem, dos porres que teve, quantos caras pegou e ouve Black Eyed Peas essa semana e, na próxima, o que estiver no Top 10. Só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa descrição tenha mais de “Talita”, a mais cética de mim, a mais pessimista, fato o qual serve de explicação para a quantidade de aspectos “negativos” aqui apresentados, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Elas&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-3252901978241011200?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3252901978241011200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3252901978241011200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/11/para-mim.html' title='Para mim;'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4997053814478371267</id><published>2009-11-23T20:52:00.002-02:00</published><updated>2009-11-23T20:52:41.197-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há tempos que eu estou sem postar. Até tenho textos para fazê-lo, mas nada que indique extremo sentido. Por já ter esse certo tempo, venho pensando em algo digno de se postar. Não foi por faltar idéias, mas, talvez, pela confusão dos dias e dos meus “eus”. Eu não sei o motivo de me explicar, mas me explico mesmo assim. Essa noite, ao passar em claro, confesso que tive milhares de construções. E nessa minha promiscuidade com a cama, pensamentos aparentemente vagos, ou nem tanto assim, variavam desde uma “auto-descrição” até o retrato do ambiente familiar dos últimos tempos. Uns eletrodos com a função de passar para o papel tudo o que for arquitetado hão de ser inventados, se é que já não foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando as pessoas não me irritam, ou não me são, no mínimo, indiferentes, elas me servem como válvula de escape. Não é tão divertido ir deitar às 3h, dar trabalho para a cama enquanto ela conta quantas vezes eu me reviro até às 4h, trocar SMS  até 5h30 e conseguir, de maneira magistral, cochilar nos meus 30min restantes. Ainda assim, acordei antes do despertador e esperei a mãe vir chamar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria mesmo é de escrever um texto com a mistura de todas elas; o ceticismo da Talita, a imparcialidade do olhar por fora da redoma da Anita, o romantismo, como soluto, da Monteiro. Já o aspecto “super-saturado-instável” comum a todas elas que tem o mau humor como corpo de fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por nós&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4997053814478371267?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4997053814478371267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4997053814478371267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/11/ha-tempos-que-eu-estou-sem-postar.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5030182769563010488</id><published>2009-10-27T19:38:00.002-02:00</published><updated>2009-10-27T19:38:56.660-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quinta, 03 de setembro, mais da metade do ano, 9h45, exatamente. Embriologia. Calor. Bela tentativa do ar condicionado em ventilar alguma coisa. Exaustividade crônica. Sono atrasado. Algumas provas ainda por fazer. Redações também. Mudanças bruscas de humor. Ela dizia não saber o motivo de fato, ou talvez soubesse. Questões a responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vantagem do “data-show”: mudança de lugar e, por conseqüência, novas conversar. Garoto, um ano mais novo. Dois anos e cinco meses de namoro. Visível exaltação enquanto lhe respondia algumas perguntas. Observava a dilatação das pupilas. O movimento da mão direita com a caneta e a esquerda apoiada na carteira defronte ao rosto, como se quisesse se proteger de algo. Movimento constante das pernas. Para ela, as brincadeiras perante o número de perguntas era uma forma de se desvencilhar. Ela não se importava se havia sinceridade ou não nas respostas. Quiçá se interessasse pelo motivo que o levava a omitir. Estava se esforçando para não ser tão invasiva e as perguntas, eu juro, eram um tanto superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teria aula a tarde, ou até teria. Mas veriam filme. E no outro dia teria mais duas provas. Não preciso explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconsidere a possível inutilidade do texto. 12h02.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Anita&lt;/b&gt;, &lt;/blockquote&gt;talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5030182769563010488?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5030182769563010488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5030182769563010488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/10/quinta-03-de-setembro-mais-da-metade-do.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-1378180870629760138</id><published>2009-10-20T22:19:00.001-02:00</published><updated>2009-10-20T22:25:53.044-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Coordenada e abscissa encontram-se na origem. E só na origem. Antes disso, sabiam-se relacionadas por uma ou outra função, mas, sem a união, vinham do infinito negativo. O destino, por sua vez, vem bidimensional e totalmente decidido a conspirar para uni-las. Embora sejam responsáveis pelo chamado plano cartesiano, depois do encontro, seguem sem rumo ao infinito, sem plano algum, apenas resquícios de memórias e, talvez, saudades. Frutos de uma colisão inesperada, não obstante desejado. A partir do momento em que se encontram, mudam seus sinais de negativo para positivo, e o crescer continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz-me coordenada e tu, abscissa. Antes de encontrar-te, o universo conspirou e insistiu em proporcionar um encontro. Em um belo dia, nem tão belo assim, pela atração que apenas as forças de Van der Waals poderiam causar, vieste a mim. Chamou-me pela nomenclatura mais adequada e isso fez nascer algo tão intenso quanto uma Ligação de Hidrogênio. Uni-me a ti intermolecular e instantaneamente. Verdade seja dita, apaixonei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, mesmo indo rumo ao infinito, sendo este tão mítico e desconhecido por meu frágil intelecto humano, ainda há uma função que nos ligue. Algo como: &lt;br /&gt;CONFUSÃO DE SENTIDO x PERFUME + TÔNICA&lt;br /&gt;e tal equação me faz inerciar, hesitar em partir. Quando me qualificaste como perfeita em tua concepção, criaste esperança. No entanto, o sujeito por quem tenho a maior admiração, não me quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum motivo não te conquistei como conquistaste a mim. Mas olho ao redor e incessantemente me espelho em Y, porque, mesmo sem querer, tudo te transforma em meu “x”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Ana Carolina Oliveira&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-1378180870629760138?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/1378180870629760138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/1378180870629760138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/10/coordenada-e-abscissa-encontram-se-na.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-9078605114001021858</id><published>2009-10-18T23:35:00.001-02:00</published><updated>2009-10-18T23:37:44.053-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esquimós possuem centenas formas para se referirem a neve. E nós, centenas de formas para nos referirmos a relacionamentos. Não entendi o porquê de tanta necessidade de definir; sendo que cultivar algo sem ter a plena consciência daquilo era bem saudável também. Não desconsiderava a ideia de que saber onde pisa gerava certa estabilidade, mas não saber, gera emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 de julho, 23h58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-9078605114001021858?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/9078605114001021858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/9078605114001021858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/10/esquimos-possuem-centenas-formas-para.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2808240817614737037</id><published>2009-10-17T01:21:00.002-03:00</published><updated>2009-10-17T01:21:43.729-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O twitter acaba com a vida da gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2808240817614737037?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2808240817614737037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2808240817614737037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/10/o-twitter-acaba-com-vida-da-gente.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6162141988927313991</id><published>2009-09-29T16:03:00.000-03:00</published><updated>2009-09-29T16:03:10.402-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;"A palavra "egoísta" pode parecer demasiado branda para se aplicar a casos tão extremos como o canibalismo, muito embora estes se ajustem muito bem à nossa definição. Talvez possamos sentir uma empatia mais direta com o conhecido comportamento covarde dos pinguins-imperadores na Antártida. Observou-se que eles permaneciam de pé à beira d'água, hesitantes antes de mergulhar, em virtude do perigo de serem devorados pelas focas. Bastava que um deles mergulhasse para que os demais soubessem se ali havia ou não uma foca. Mas, naturalmente, nenhum queria servir de cobaia, de modo que todos ficavam esperando e, às vezes, chegavam mesmo a tentar empurrar-se uns aos outros para dentro d'água."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;O gene egoísta, pág. 44&lt;br /&gt;Por Richard Dawkins&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6162141988927313991?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6162141988927313991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6162141988927313991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/palavra-egoista-pode-parecer-demasiado.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2038086527523334166</id><published>2009-09-25T18:28:00.000-03:00</published><updated>2009-09-25T18:28:16.768-03:00</updated><title type='text'>A prisão de cada um</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Viver sem laços igualmente pode nos reter. Uma vida mundana, sem dependentes pra sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente. Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes. Nosso crime é estar vivo e nossa sentença é branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós - nascer - foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria, exclusão. Brindemos: temos todos cela especial."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Martha Medeiros&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2038086527523334166?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2038086527523334166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2038086527523334166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/prisao-de-cada-um.html' title='A prisão de cada um'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6980367093832035120</id><published>2009-09-13T21:50:00.002-03:00</published><updated>2009-09-13T21:50:59.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tô no veneno, eu tô sem astúcia. Questionando-me a todo tempo. Não considerando mais o presente como uma dádiva. Eu quero o meu futuro. Tô pagando pra ver meu futuro. Pouco me importando como vou chegar, desde que eu chegue. Estou em busca de atuar como figurante nas teses que envolvem o que somos, onde estamos e o porquê estamos fazendo. Como já disse Schopenhauer, simplesmente representar, sem causar muito alvoroço. Quero saber se vou me desvencilhar. Ou se vou acabar numa só veia. Se eu vou morrer cedo, como eu sempre achei, independente de como. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero saber qual o ópio que vou chamar de meu, se será você, se será eu, se serão meus frutos. Anseio por ver o mundo daqui uns anos. Ver a ciência se confirmando, ou o Apocalipse, plenamente dito. Ver a prévia do nosso “admirável mundo novo”. Nosso “1984”. Não que eu esteja a comemorar, mas não acredito que seja tão evitável assim. Se é que já não estamos na tal prévia; e que de tão entranhados que já nos posicionamos na aranha capital de Marx, não percebemos mais nada, devido à singular aptidão de granjear a falsa consciência. Quero ver se nosso “Brasil brasileiro” continuará com a tradição de golpes, iniciada lá em 1981 com o nosso querido Deodoro da Fonseca favorecendo dinheiro público a um amigo. Quero ver os Lulas que virão. Se ainda teremos gloriosos chefes de Estado alcoólatras aprovando Leis Secas, ou ainda, analfabetos aprovando Reformas Ortográficas, uma vez que a desculpa utilizada por aqueles que são aversos ao mérito e ao esforço é de que "a língua portuguesa é difícil", a decisão política foi simples: destruam a língua portuguesa, assim é mais fácil justificar o fracasso do ensino público, minado pela falta de dinheiro para melhores salários de professores e melhores infra-estruturas nas escolas. Dinheiro esse que vai para o pagamento de juros (mais alto do mundo) que sustenta o Real do Estado dos concursos públicos e cargos comissionados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver também se manteremos o conceito de felicidade já formado (dois filhos, dois carros na garagem, carreira bem reconhecida e uma alta conta bancária). Ver se continuaremos a não “falar com estranhos” e nos contradizermos ao guiar toda nossa (pseudo) liberdade através do telefone móvel, cada vez menor, mais fino, mais rápido, mais prático, mais funcional, mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6980367093832035120?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6980367093832035120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6980367093832035120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/eu-to-no-veneno-eu-to-sem-astucia.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-259903296612187448</id><published>2009-09-08T13:48:00.004-03:00</published><updated>2009-09-08T13:50:51.484-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sorrisos à parte, matéria por copiar. Não lhe era de extrema necessidade o fazer. Fome, ansiedade, celular, novidades, hipocrisia. Planos e todos os sonhos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maquinava incessantemente como seria o decorrer do ano que vem. Tanta coisa ela poderia mudar, tanta escolha para fazer. Uma mudança (pseudo) completa lhe faria especialmente bem. Novos ares. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia se desconcentrado do texto conforme o andamento da aula de gramática. O professor parecia mais simpático depois de ter lhe entregue a nota. Mais sorrisinhos e sem enchê-la pra copiar a matéria. Sem contar na atenção especial perante as perguntas, por mais aleatórias que fossem.  Desde derivação imprópria, até religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da irritação com a futilidade da conversa alheia, tentava se nutrir “sóbria” e bem humorada, vinha se mantendo assim por dias. Inabalável – ainda que estivesse acontecendo o que fosse. É o momento dela, e de mais um milhão. Mantenha-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor colocou um trecho de Chico Buarque na lousa – inevitável não lembrar-se dele. Devido ao sorriso, o professor perguntou-lhe se gostava e, ao olhar o que escrevia, se preferia estudar pela apostila. Ela, na verdade, não estudava essa disciplina, mas ele não precisava saber disso. Questionou-lhe também se pretendia escrever um livro. Ela respondeu um simples “porque não?”. Aconselho-lhe a criar um blog e ela, com um sorriso escancarado de vergonha, disse que já o fazia. Só não podia lhe passar o endereço, assim como ele havia pedido, visto que vários textos comentavam sobre sua rapidez exorbitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Anita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-259903296612187448?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/259903296612187448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/259903296612187448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/sorrisos-parte-materia-por-copiar.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-7684140905594611050</id><published>2009-09-08T13:30:00.003-03:00</published><updated>2009-09-08T13:51:16.901-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é só carne, mas também. Não é o arrepio que me provoca, nem o aguçar de todos os meus sentidos quando estou contigo. O problema está não só na sua pele, não só nas bobagens que me fala, nem o olhar que muitas vezes é incógnita, e que muitas outras vezes já deixou de ser. Não são só suas mãos, nem o seu cabelo, muito menos o seu sorriso retratando sua satisfação, ou suas bobeiras, ou suas “maldades”. Não são seus “braços, beijos e abraços, pele, barriga e seus laços”. Não é a espessura da sua boca, nem a nuca. Não é nem o que eu sinto, todo o carinho, todo o apreço. Não é a segurança, nem o prazer. Nem o planejar, nem toda a liberdade que me proporciona, nem todas as risadas, nem todas as piadas internas. Não é toda a idéia de “nosso”, nem o jeito que pega no meu cabelo. Não é nem todo o resto, mas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Srta. Monteiro&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-7684140905594611050?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7684140905594611050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7684140905594611050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/nao-e-so-carne-mas-tambem.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-592029574219712886</id><published>2009-09-06T21:45:00.001-03:00</published><updated>2009-09-06T22:13:40.115-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E aí, diante da imensidão do meu quarto, encontro-me aqui, reunindo todas as lembranças possíveis. Acabo de falar com você. Novas injeções para continuar. Perante de todos os acasos que ainda me encaminham a ti. Na tentativa constante de me policiar o suficiente para não desabar. Eu não tenho mais seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Pequeno Príncipe, cap. XXI. Antoine de Saint-Exupéry&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Srta. Monteiro&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-592029574219712886?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/592029574219712886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/592029574219712886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/e-ai-diante-da-imensidao-do-meu-quarto.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8995098685497877362</id><published>2009-09-01T13:35:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T13:35:10.123-03:00</updated><title type='text'>Geração prevista</title><content type='html'>Um salve às aulas de Gramática com o professor estupidamente rápido – ironia à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só: primeiríssimo dia de setembro, mês 09. Passamos por nove meses numa velocidade surpreendente. Acho que até mais que o ano passado. Tudo bem, parece muito “frase feita”, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais relutante que nos mostramos ser, acredito que “ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Ainda que tentemos ser diferentes, ainda que façamos revoluções sem causa, ainda que busquemos “melhorar” em alguns aspectos. Sempre – ou não – manteremos a velha essência já adquirida em outros invernos. E, talvez, seja como eu disse, realmente, mantemos a essência buscando aperfeiçoar os acabamentos que restaram. Somos o futuro provável da nação. A outra geração Coca-Cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesma, no limite dos meus jovens 17 anos, não gosto de “fazer acontecer” sabendo dessa idéia. Creio que exista algo dos meus formadores inerente a mim. E que, daqui uns anos, acredito que eu verei ocorrer o que ocorre com os demais: reflexos perto da perfeição de seus, ainda que pareçam infundados, heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, é completamente compreensível. São os únicos espelhos que temos durante a formação. Até certo momento, nos vimos espremidos com os valores e ideais sendo inseridos pelos de casa. Por conseguinte, obtemos melhores conhecimentos no colégio. Refletimo-nos em nossos professores e colhemos aspectos de amigos, plantados por outros formadores e, ainda assim, aquela essência depositada anteriormente é sustentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou mentir, tento me retirar desse ciclo conseguindo minha “falsa consciência” em outras prateleiras. Fazendo uso das minhas conversas de roda para expor minhas opiniões “díspares”. Hipocrisia? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8995098685497877362?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8995098685497877362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8995098685497877362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/09/geracao-prevista.html' title='Geração prevista'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2406786692003884383</id><published>2009-08-31T14:34:00.002-03:00</published><updated>2009-08-31T14:42:51.519-03:00</updated><title type='text'>Sala 101</title><content type='html'>“- Uma vez me perguntaste – disse O’Brien – o que havia na sala 101. E eu te disse que sabias a resposta. Todos sabem. O que há na sala 101 é a pior coisa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta tornou a abrir-se. Um guarda entrou, trazendo algo feito de arame, uma caixa, ou cesta. Colocou-o na mesa distante. Por causa da posição ocupada por O’Brien, Winston não pôde enxergar bem o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A pior coisa do mundo – disse O’Brien – varia de indivíduo para indivíduo. Pode ser o sepultamento vivo, a morte pelo fogo, afogamento, empalamento, ou cinqüenta outras mortes. Casos há em que é algo trivial, nem ao menos mortífero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastou-se um pouco para o lado, de modo que Winston pudesse ver melhor o que estava sobre a mesa. Era uma gaiola de arame, retangular, com uma alça em cima. Fixado na frente havia um objeto que parecia uma máscara de esgrima, com o lado côncavo para fora. Embora estivesse a três ou quatro metros de distância, Winston pôde ver que a gaiola era dividida longitudinalmente em dois compartimentos, e que em cada uma havia um animal. Eram ratazanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No teu caso – disse O’Brien –, a pior coisa do mundo são ratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O’Brien aproximou a gaiola. Estava a menos de um metro do rosto de Winston.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apertei a primeira alavanca – disse O’Brien. – Compreendes a construção dessa gaiola. A máscara adapta-se à tua cabeça, sem deixar saída. Quando eu apertar esta outra alavanca, a porta da gaiola correrá. Os monstros famintos saltarão por ela como balas. Já viste um rato pular no ar? Às vezes atacam primeiro os olhos. Às vezes abrem caminho pelas bochechas e devoram a língua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Tarde demais, tarde demais talvez. Mas compreendera de repente que no mundo inteiro só havia &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; pessoa a quem transferir castigo – &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; corpo que podia colocar diante dos ratos. E pôs-se a berrar freneticamente, repetidamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faze isso com Júlia! Faze isso com Júlia! Comigo não! Júlia! Não me importa o que faças a ela. Arranca-lhe a cara, desnuda-lhe os ossos. Não comigo! Com Júlia! Comigo não!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;1984&lt;/i&gt;, cap. 22. &lt;i&gt;George Orwell&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em &lt;b&gt;sua&lt;/b&gt; sala 101, o que haveria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2406786692003884383?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2406786692003884383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2406786692003884383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/sala-101.html' title='Sala 101'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-7203747212143257829</id><published>2009-08-29T20:01:00.000-03:00</published><updated>2009-08-29T20:01:19.136-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu acharia interessante se eu falasse sobre a banalização do amor, embora já esteja banalizado falar da banalização do amor. Queria falar do quanto está saturado escrever sobre a dor, mas falar do “falar da dor”, está saturado também. Eu queria, ainda que seja por mais uma vez, dizer que somos um clichê, mas o clichê maior é “clichê” pronunciar, e eu sei disso. Tratar da melancolia é um tema batido, porém o tal dizer faz-se um tema passado. Eu queria dizer que nossos conceitos sobre política, ainda não passam de senso comum, mas é um grande senso comum isso ser notado (e negligenciado). Eu queria dizer que adquirir cultura é, ou talvez seja, um costume antigo, mas insistir nessa ideia é ser ultrapassado. Nós somos os “sabe tudo”, mas nunca vi tanto conhecimento assim, inerte, vedado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Por Talita&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-7203747212143257829?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7203747212143257829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7203747212143257829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/eu-acharia-interessante-se-eu-falasse_29.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-3497046333893654146</id><published>2009-08-25T22:48:00.005-03:00</published><updated>2009-08-26T15:25:49.136-03:00</updated><title type='text'>L'amour</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="background-image: url(http://beemp3.com/player/left-dkrow3.gif); background-repeat: repeat-y; border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px;" width="16"&gt;&lt;img src="http://beemp3.com/player/corner-topleft2.gif" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="background-image: 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&lt;img src="http://beemp3.com/player/logo_small.gif" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: bottom;" /&gt; &lt;/td&gt;&lt;td style="background-image: url(http://beemp3.com/player/right-ltrow2.gif); width: 16px;" width="16"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="16"&gt;&lt;img src="http://beemp3.com/player/corner-bottomleft2.gif" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="background-image: url(http://beemp3.com/player/bkgnd-bottom2.gif); background-repeat: repeat-x; border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; margin: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center; vertical-align: top;"&gt;Found at &lt;a href="http://beemp3.com/download.php?file=2642005&amp;amp;song=L%27Amour"&gt;bee mp3 search engine&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16"&gt;&lt;img src="http://beemp3.com/player/corner-bottomright2.gif" style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/SpV9_9k6tFI/AAAAAAAAAGM/vtYG56-IpU0/s1600-h/Talita+-+des.final.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/SpV9_9k6tFI/AAAAAAAAAGM/vtYG56-IpU0/s400/Talita+-+des.final.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Peço, encarecidamente, que desconsidere as proporções e qualquer erro aparente. 22h46, acabei de fazê-lo. Tossindo feito louca e tenho aula amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;Por Talita&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-3497046333893654146?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3497046333893654146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3497046333893654146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/lamour.html' title='L&apos;amour'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/SpV9_9k6tFI/AAAAAAAAAGM/vtYG56-IpU0/s72-c/Talita+-+des.final.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8632858813171091111</id><published>2009-08-24T22:40:00.000-03:00</published><updated>2009-08-25T01:54:09.515-03:00</updated><title type='text'>A fim de inovar? Mantenha!</title><content type='html'>E aqui estamos: inseridos até a cabeça no nosso mundo contemporâneo, o qual fez por merecer, talvez único e exclusivamente, o rótulo de “Sociedade Clichê”. Essa palavrinha tão gostosa de falar provinda do belíssimo francês, palavra a qual me arrepia a espinha – os que estão à minha volta, sabem o quão terror ela me provoca. Para marcarmos de fato o início dessa conversa, façamos a análise de que não existimos, não somos; Apenas representamos. Uma concluída representação do que já foi feito, do que já foi vivido, à sombra do que já foi bom, às sombras do vanguardismo, tão somente um clichê, não? Acredito que seja comum, tanto pra você quanto pra mim, ouvir por aí que somos inovadores. Cada vez mais no topo da tecnologia. E ainda tem gente que bate palma pra isso tudo – e assim, como venho aprendendo nas minhas deliciosas aulas de Sociologia, eu não me excluo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a diferenciação é a moda &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt;. Aquela, sabe? Derivada dos séculos passados. A maravilhosa Wikipédia conceitua: “Moda retrógrada. Uma recuperação de estilos dos anos 20, 30, 40, 50 e 60”. Será mesmo uma recuperação? Ou “panela velha é que faz comida boa”? Sinceramente, eu apostaria em que tudo isso se trata de uma cópia gigantesca. Que tal ser a aceitação de algo que passou foi realmente bom e estava esquecido? Os botões, as listras, os óculos, os tênis, as batas, os vestidos, as combinações de cores, o xadrez! Talvez o tal do &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt; tenha deixado de ser moda “antiga” e ocupado o lugar a fim de apreciar o “velho”, não obstante a nossa incapacidade de criar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para facilitar: ou apreciamos o lixo atual – com suas raras exceções, ou vivemos intensamente em nossa rodinha clichê. Estamos num ciclo vicioso, numa mesmice. Na novela, o mocinho sempre passa por altos e baixos e, no fim, vive feliz para sempre com o seu amor. Aos olhos da nossa belíssima justiça, os poderosos são inocentes, os menores infratores são somente crianças. O Estado é culpado, o presidente também. Sem contar na superlotação das cadeias. No horário eleitoral, ou nos submetemos ao “Caro povo brasileiro” ou desligamos a TV. E aí, não muitos meses depois, ficamos perplexos diante de frases tais como “esse dinheiro não é meu”, ou nos contentamos com um “boa noite e até amanhã” sem saber o real destino dos questionados. No outro dia, a Fátima virá com mais “notícias” e a tal impunidade, a qual deveria ser lembrada, cai no esquecimento depois do próximo anúncio. Mas os clichês não. Ah, os clichês... Esses continuam com louvor: “O que acaba com o Brasil é a corrupção”. Essas são as tendências: fazer da rotina um jargão. Tornar da contemporaneidade o senso comum da vida. Fazemos isso porque somos parte do “mundo dos espertos”. Pulamos na merda - desconsidere a linguagem, por favor - e estamos nadando de braçada nela. E pouco importa se iremos sair dela ou não, cabe a nós nos mantermos e aproveitar o momento. “Viver cada dia como se fosse o último”, até o Carpe Diem (aquele que diz para colhermos o dia e aproveitarmos o momento) que dispunha de várias interpretações caiu nessa lástima. E assim, aceitamos as condições por total conveniência ou dificuldade no raciocínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, termino como comecei. Afinal, “brasileiro não desiste nunca!” e viveremos todos na incumbência de por um ponto final em nossos dias logo após a um reluzente “felizes para sempre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Talita&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8632858813171091111?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8632858813171091111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8632858813171091111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/fim-de-inovar-mantenha.html' title='A fim de inovar? Mantenha!'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6373587882988708426</id><published>2009-08-23T20:40:00.000-03:00</published><updated>2009-08-23T22:14:11.875-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faz tempo que eu venho me preocupando mais em estar do que ser. E agora eu estou preocupada em estar sentindo – perdoe o gerúndio. Sentindo qualquer coisa. Medo, calor, fogo. Algo que me faça rir ou chorar por qualquer motivo que me baste. Estou na busca de um coração que bata, ou apanhe. Alguma rua que me direcione a algum lugar realmente sólido. E que, nesse lugar, eu possa me restabelecer, definir minhas bases e me agarrar a elas com toda a força que ainda me resta. Nem que eu precise resgatar algumas forças do passado, é só pra me apoiar mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que eu não expresso mais os fatos que me acontecem, só relato. Como se eu estivesse completamente fora da situação. Deixando em ênfase toda a minha frieza diante daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez continue intacto, não sei até quando. Eu só estacionei, e passei a andar mecanicamente. “Stand by”, sabe? Piloto automático, ou como quiser chamar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Milhões de frases sem nenhuma cor” – talvez não haja frase melhor que se encaixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Mim/Desconhecido&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;ps.: (mais que qualquer vez que eu tenha dito) volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6373587882988708426?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6373587882988708426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6373587882988708426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/faz-tempo-que-eu-venho-me-preocupando.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2062972564615291907</id><published>2009-08-15T07:20:00.000-03:00</published><updated>2009-08-15T07:21:00.664-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei se você continua pondo a mão na boca pra gargalhar. Não se você continua sentindo arrepio na orelha. E também não sei se você lembra como nós chamávamos isso. Não sei se você continua a não sentir cócega. Não sei se você continua com preguiça de fazer a barba. Não sei se continua fanático por futebol. Não sei se ainda lembra-se de mim quando usa as roupas que fui contigo comprar. Não sei se você continua a usar o mesmo desodorante de embalagem preta e marrom. Não sei se você ainda continua com as mesmas manias, mesmas opiniões. Não sei se você ainda continua dormindo repentinamente em qualquer lugar. Não sei se você tem se alimentado direito. Não sei se você continua não gostando de mandar mensagens no celular. Não sei se você continua com as mesmas brincadeiras. Não sei se você conseguiu zerar mais ainda aquele jogo que você era viciado. Não sei se você continua não gostando Coca-Cola. Não sei se você continua fazendo aquele seu brigadeiro de panela e comendo com colher. Não sei qual o curso que você está fazendo agora e qual o próximo que você pretende fazer. Não sei pra quais lugares você tem ido, quais lugares tem conhecido. Não sei se você continua a fazer o açaí daquele jeito que eu gosto. Não sei quais tem sido os seus sonhos, os seus planos. Não sei como tem sido a sua vida.&lt;br /&gt;Isso é saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Srta. Monteiro&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2062972564615291907?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2062972564615291907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2062972564615291907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/nao-sei-se-voce-continua-pondo-mao-na.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-6532361300375547976</id><published>2009-08-09T15:38:00.000-03:00</published><updated>2009-08-09T15:42:00.354-03:00</updated><title type='text'>Carreiras - com "B"</title><content type='html'>Que me desculpem os decididos que nunca passaram por isso. Não que eu seja pessoa mais indecisa – já vi muitos piores que eu. Mas é que vai chegando essa época do ano e eu vejo o vestibular gritando de tão perto. Não é o meu ano de decisão definitiva, mas por conviver com pessoas que vão prestar, o desespero vai batendo e aí aquela perguntinha insiste em me pairar: “o que eu vou ser quando eu crescer?!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, já pensei em ser muitas coisas. Cogitei ser cabeleireira, quando eu ganhei aquela boneca que só tem a cabeça, um cabelão louro e um kit de maquiagem. Astronauta, quando eu soube que pisaram na Lua. Veterinária, quando a Susi – uma cachorrinha que eu ganhei nos meus 3 anos –chegou. Ginecologista, quando eu fiquei sabendo que poderia fazer parto. Pensei em viver de música, quando comecei a aprender meu primeiro instrumento. Fazer qualquer coisa e morar nos Estados Unidos, assim que eu entrei na aulinha de inglês. Pensei em ser modelo, mas aí me olhei direito no espelho e vi que eu era baixa e gordinha demais. Depois, pensei em ser modelo fotográfica, mas aí me olhei direito no espelho de novo e vi que meu rosto era redondo demais e que não tinha nada de diferente. Achava que seria legal ser estilista, ao desenhar minhas modelos com roupas “diferentes” de cintura finíssima, peito grande e quadril largo. Talvez fazer da natação uma profissão seria divertido também, aí então comecei a fazer aula. Desisti. Eu era muito gordinha e usava um maiô preto e branco e quando íamos brincar que o tubarão ia atrás dos peixinhos, sempre me encarregavam de ser a baleia – eu não achava muito interessante. Professora de alguma coisa já me veio à cabeça, quer coisa mais bonita que ensinar? Entretanto me lembrei de como os coleguinhas de classe falavam mal das professoras. Desisti também. Bombeiro, mas tinha medo de morrer queimada. Polícia Militar, mas tinha medo de morrer com tiro, ou esfaqueada, ou sei lá. Médica de alguma coisa, mas eu morria (aliás, morro) de medo de agulha/sangue/veia. Quis ser engenheira, quando acompanhei de perto a construção da casa de uma amiga. Escritora, mas só quando eu escrevia meus textos de três páginas e achava que estava estupendo. Viver de arte, quando pintei meu primeiro quadro. Artes Cênicas, depois de ser aplaudida na minha primeira peça na escola (Rei Arthur, eu era a bruxa principal). Cantora, depois de assistir àquelas criancinhas indo ao Raul Gil. Relações Internacionais, quando eu soube do que se tratava. No auge da minha 4ª série, ao ver a tal da Suzane von Richthofen sendo acusada de duplo homicídio triplamente qualificado, pensei em ser juíza. E desde então, mantive a opinião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir disso, fui levando em consideração a idéia, dando ênfase ao que eu ia bem na escola. Destacava-me claramente em Humanas. Pesquisei sobre a profissão, li alguns livros e comecei a admirar de verdade a possibilidade de ser uma cidadã investida de autoridade pública com o poder para exercer a atividade jurisdicional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, de uns tempos pra cá, comecei a traçar um estilo das pessoas que passam no vestibular de Direito. Hei de admitir, não são lá muito parecidos comigo. Inteligentes demais, talvez. Embora eu tenha enfraquecido, não desisti. Muitos acasos me levam a não desistir. Quiçá eu ande precisando de umas injeções de ânimo e determinação. Enquanto isso não acontece, uma futura arquiteta, quem sabe. Psicologia deve ser legal. Jornalismo também. E Fisioterapia? Gastronomia é atraente também, imagina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Talita&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-6532361300375547976?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6532361300375547976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/6532361300375547976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/que-me-desculpem-os-decididos-que-nunca.html' title='Carreiras - com &quot;B&quot;'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8945505126659617550</id><published>2009-08-05T19:14:00.000-03:00</published><updated>2009-08-05T20:51:19.033-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E cá estou: na escuridão do meu quarto onde você já esteve. Não querendo ver meu rosto exausto e estampado de saudade no espelho, nem na claridade do dia. Visto-me com um sorriso forjado e extremamente convincente a todos que aqui entram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoe os meus textos repletos de pesares, o que está por dentro fica um pouco mais difícil forjar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontro-me numa maratona de filmes. Alguns deles, filmes de mulherzinha, eu confesso. Tentando me confortar/completar com todas as recordações que tenho. Desde o primeiro abraço até a minha última imagem sua. Mantendo qualquer tentativa de prever algo, como, se assim, eu me revigorasse e sentisse toda aquela angústia pela espera da volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito na mudança, acredito em nós, acredito no amanhã. Eu vou ficar bem, você, idem. Nós ficaremos. Como eu já lhe disse, você foi a pessoa mais importante e eu espero, com toda a minha sinceridade, que continue sendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Srta. Monteiro&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8945505126659617550?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8945505126659617550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8945505126659617550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/e-ca-estou-na-escuridao-do-meu-quarto.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-192874509398041367</id><published>2009-08-03T22:42:00.000-03:00</published><updated>2009-08-05T19:38:01.405-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>21h59, 3 de agosto, uma segunda feira qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se dividida numa gangorra. Parte dela estava lá no alto, comemorando. Tão feliz que o sentimento de culpa se fazia presente ao olhar pra outra ponta da gangorra. E depois, ao observar por fora o que estava em cima e embaixo, parou pra analisar o quão traiçoeiro o destino é. Não que ela acredite muito nesse papo de destino, mas não deixa de acreditar também. Dificilmente para pra pensar nisso. Dificilmente achará uma resposta que lhe convença. Portanto, sempre deixou estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justo agora que ela tinha achado algo/alguém pra se completar? Justo agora que se sentia apta pra completar algo/alguém? Cobrou o destino sua vida inteira por isso. Embora tenha alguns empecilhos, nada tão relevante a ponto de tirá-la da ponta alta da gangorra. Não custava à outra parte continuar do jeito que estava, sem oscilar e cair. Entrar em equilíbrio, talvez. Garanto que não seria uma má idéia. E um shot de felicidade plena faz bem, às vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deparou-se com a quantidade de fatos que tinha de relatar. Possuía mesmo a necessidade de fazê-lo. Por mais lânguido que pareça/seja, ela não sabia quando partiria e sentiria imensa gratidão para com os que lessem e contassem suas histórias. Deixaria um rastro de lembrança em vida e após.  Ou não só nesse caso, vai que lhe falte a memória. (...) Lembrara de uma parte de um filme que assistiu por várias vezes: Diário de uma paixão, que dizia, bem no finzinho: &lt;em&gt;“The history of our lives by Allison Hamilton Calhoren. To my love, Noah. Read this to me, and I’ll come back to you”&lt;/em&gt;. A personagem manteve um diário durante o ápice de sua paixão, relatando tudo o que viveu com o amor de sua vida. Ela perde a memória e foi internada. Ele, são, vai morar com a Ally no hospital e lê para ela todos os dias uma parte do diário, fazendo assim, com que ela se lembre ás vezes de quem ele é e o quanto o ama. Muito mel com açúcar, eu sei. E ela também admite ser. Quiçá fosse a ponta baixa da gangorra que a fragilizou. Quiçá não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Anita&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-192874509398041367?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/192874509398041367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/192874509398041367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/08/21h59-3-de-agosto-uma-segunda-feira.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-3045302918410508583</id><published>2009-07-29T22:18:00.000-03:00</published><updated>2009-07-29T22:24:16.396-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>28 de julho, terça feira. 22h12.&lt;br /&gt;O dia que eu menos esperava chegou. Reafirmo sem qualquer ironia, caso tenha interesse. Encontro-me aqui: na sua cidade, na sua casa, no seu quarto. Apossando-me de suas coisas e sua família, como se fossem minhas. Sem qualquer escrúpulo. Observando a vista da janela enquanto me aconchego em sua cama, aguçando o meu olfato pra poder sentir seu cheiro melhor em cada lugar que estiver ao meu alcance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inutilmente tento acreditar que vou ouvir seus passos na escada, ou ver você saindo do banheiro e vindo em minha direção. A Suki já cansou de me fazer companhia. Seus pais foram dormir. Seu primo mais novo atendeu o chamado da sua tia e foi pra casa. Sua irmã, depois de muito conversar comigo, foi tomar banho e deitar. A casa fica realmente muito estranha sem você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que só queria contar como foi depois que você partiu. Aposto que jamais imaginaria que sua irmã me chamaria pra ficar mais uns dias na sua casa. É, ela me chamou. Quer que eu fique até sábado, mas acho que minha mãe só deixa mais uns dois dias. Disse até que não ligaria se eu ficasse com você. Você há de concordar que as coisas se encaminharam muito melhor do que você idealizava. Até a que eu achei que não conquistaria, eu conquistei. Eu falo que sou a mulher da sua vida, mas você não acredita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está quase inevitável não deixar rolar uma lágrima na minha face ao lembrar de você. Não posso te mandar mensagem. Se eu te deixar algo por internet, vai demorar pra você ler. Eu quero você. Mesmo que por alguns instantes. Ver-te de longe, qualquer coisa. Mas você agora está num avião, cada vez mais longe de mim. E por um ano. Com uma nova família, novas amizades, novas experiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu repito quantas vezes você quiser, você foi a peça chave desse ano pra mim. A pessoa mais importante mesmo. Eu estou te esperando. Eu estou com saudade. Eu estou com o coração apertado a cada passo que eu dou, a cada olhar que eu lanço diante das suas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, 00h08, estou pensando em como você está, quem está do seu lado. Durante o meu ouvir incansável de todas as nossas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por Srta. Monteiro&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-3045302918410508583?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3045302918410508583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3045302918410508583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/28-de-julho-terca-feira.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4101803762581175406</id><published>2009-07-15T16:29:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:27:52.580-03:00</updated><title type='text'>Para você;</title><content type='html'>&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://www.yehplay.com/musics/Leoni-Os-Outros/136416/"&gt;Leoni - Os Outros&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="yehplay" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=842817dd4a5da848c62411670a907f94" /&gt;&lt;param name="quality" value="High" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=842817dd4a5da848c62411670a907f94" quality="High" width="260" height="60" name="yehplay" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, venho por meio desta, expressar com satisfação cada contentamento que vivi em sua presença. Não interprete como forma de despedida, embora tenha todo o contexto; Mas acredite que seja um documento para se recordar com carinho todas as vezes que lhe faltar afeto de minha parte, para lhe fazer companhia enquanto eu não estiver. Para ler no fim de tarde, ou naquela madrugada sem ter o que fazer. Para encher seus olhos de esperança, assim como manterei os meus, e acreditar que o tempo passa depressa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte, gostaria de lhe pedir desculpas por qualquer falta que eu tenha perpetrado. Todos os meus erros que possam ter acontecido sem eu me dar conta. E todos aqueles propositais cometidos em algum momento não muito afável. Caso tenha se esquecido de concluir, perdoe-me de toda ironia, grosseria, ciúme, esquivas e qualquer outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço questão que saiba o quanto eu gostaria de lhe dizer tudo isso, mas você bem sabe que os meus dedos em conjunto com o teclado são mais hábeis para tal. E seria bem provável que eu me esquecesse de algo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja levado em conta o quão clichê o amor é. Acredito que não vá ser muito diferente de tudo que já lera por aí sobre amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que cada vez que ler, eu gostaria de estar ao seu lado, segurando sua mão ou entretendo meus dedos no seu cabelo. Ou ler para ti. Como já fiz com outro texto. Mesmo que a leitura seja turbulenta, mesmo que eu não pare na cadeira, mesmo que me venha um nó na garganta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão se alguma vez lhe omiti algo, foi o que eu achei mais apropriado para o momento. Considere íntegra minha sinceridade em cada palavra que lhe redigi ou disse. Não desconsidere nossos momentos de exaltação. Riremos de todos eles depois, sem contar que contribuiu para nos conhecermos melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada por todo o período até então. São Paulo, São José dos Campos, em casa. Sem deixar para trás todas as tardes inteiras que passamos conversando no MSN, as noites e madrugadas também. As horas no telefone. Todos os SMS. O DVD. Obrigada por cada parte do seu corpo. Mãos, braços, pele, boca. Obrigada por cada sensação e arrepio. Vejo necessidade em deixar claro que foram incríveis todos os dias em que acordamos juntos. Todas as risadas, todos os surtos, todas as piadas, inclusive as internas, todas as cócegas, todas as histórias. Enfatizo todos os beijos, todos os abraços, cafunés. Cada olhar. Cada sorriso. Cada toque. Cada lágrima. Cada colo. Seu cheiro e seu gosto que me fizeram dependente e que me entorpecem. Os filmes assistidos e os que tentamos. As músicas que ouvimos, ou só deixamos de fundo; E aquela que fizemos nossa. Aliás, gostaria que estivesse ouvindo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço pelo blog, por todos os textos, até os que não falam sobre você diretamente. Talvez sejam mais seus que meus. Grata por fazer desfalecer boa parte do meu orgulho em relação a ti. Por me completar em todos os instantes em que me senti vazia. Por guardar um pouco de você em mim, no meu jeito, no meu olhar, na minha pele, nas coisas que eu falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite, tentei me entregar por completo. E teria o feito com mais coragem se não estivéssemos propostos perante as condições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo contar com todo meu carinho as nossas histórias. Se estivermos juntos, ou não. Você está sendo uma das melhores coisas, se não a melhor, que já me aconteceu. Ao se lembrar de mim, não se esqueça, ainda que eu não demonstre direito, que eu te amo muito; E que você foi a causa e o efeito da maioria dos meus sorrisos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Por Srta. Monteiro&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4101803762581175406?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4101803762581175406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4101803762581175406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/para-voce.html' title='Para você;'/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-107270795913270199</id><published>2009-07-07T16:17:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:26:50.958-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"Nas horas tristes, filho, não diga nada. Coloque um silêncio bem alto no aparelho de som. E comece a escrever bem baixinho.(Chorar até que pode, desde que não lhe embace a vista). Só não pare: tristeza é pra escrever. Tome posse dessa dor que é toda sua. Até que passe e venha outra mais bonita."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para aprender a melancolia - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://parafrancisco.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;http://parafrancisco.blogspot.com/&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Anita&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-107270795913270199?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/107270795913270199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/107270795913270199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/nas-horas-tristes-filho-nao-diga-nada.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-7634574171307139952</id><published>2009-07-06T16:38:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T19:27:25.409-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esteve pensando: “se continuar assim, minhas férias dará um bom livro – ou nem tão bom assim”. Assimilava algumas conversas que lhe transmitiam segurança. Tinha algo que fugia do seu controle e que lhe deixava fora do próprio controle também. Depois de alguns minutos surtados, ria sem parar do que acabara de vivenciar “... mas que rir de tudo é desespero”. Diziam-lhe que sentiam saudades. Ela não precisava disso agora, estava entretida mesmo na sua variação de humor. Ainda que os textos imprimissem algumas coisas do interior, o que era impresso tratava-se apenas do que ela escolhia exteriorizar. Não sabia medir numa porcentagem pra transpor em algum parâmetro. Mas admitia ser pouco. Muito pouco. Admitia até algumas coisas as quais dimanavam sem querer e, que uns dias depois, relendo aquilo tudo, algumas bolhas de proteção faziam com que se arrependesse de ter escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem que Heráclito dizia que não somos, apenas estamos. Esteve num humor esplêndido durante a madrugada. Foi só acordar que todo aquele esplendor desceu pelo ralo. Alguma coisa, aquela retratada no inicio do texto, que te deixava fora de controle voltara a atormentar. Era mais ou menos “a volta dos que não foram”. Não acreditava fazer algum sentido para alguém, nem para os mais próximos, mas talvez fosse exatamente aí que via a tal da graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconformada com o seu egoísmo, com sua vontade inconseqüente de guardar tudo numa redoma de vidro e observar de longe. Mas também, que divertimento teria? Assistir de longe os títeres se moverem descontrolados, sem harmonia nenhuma com os fios que lhe asseguravam. E por que não um pouquinho de emoção? Quiçá fosse isso: essa tal de emoção exacerbada que não sabia atinar. E não lhe era o mais simpático para o momento. Não condiz com a sua postura freqüente sair do controle. Querer gritar e descabelar uma terceira pessoa. Não pretendia o fazer. Entretanto, vontade era algo fácil de acionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Anita&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-7634574171307139952?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7634574171307139952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7634574171307139952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/esteve-pensando-se-continuar-assim.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-362743999259222154</id><published>2009-07-06T01:04:00.000-03:00</published><updated>2009-07-06T01:08:48.493-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava quase idêntica a imagem que tinha de escritoras quando pequena: cabelos presos num coquinho, uma caneca de chocolate quente saindo fumaça, uma blusona com calça de moletom, meia com chinela-de-vó, olheira. Mesa bagunçada, papéis rabiscados, canetas perdidas. Música ao fundo no computador cheio de página de pesquisa aberta. Faltavam-lhe os óculos. Mil e uma idéias. Embora fosse impossível colocá-las todas num papel visando algum nexo. Não lhe restava nada a fazer. Ninguém com relevância para passar o tempo. Nenhum site que lhe prenda a atenção. O sono disse que demoraria a chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia suas mãos atadas num nó cego. 8 horas – ou 5, caso tivesse um carro, enfim – mantinham-lhe longe do objeto de desejo. Nada viável que possa fazer. Pegar um ônibus com destino a Capital Universitária do Vale com o cartão de crédito que a mãe lhe liberava às vezes? Talvez não estivesse pronta pro esporro da volta. Ela não disse que melhoraria algo e que faria algo realmente bom, entretanto só gostaria de estar lá. Acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena, nunca gostou de estar nos bastidores. Ainda que soubesse que a presença desses que ficavam observando dos bastidores era imprescindível. Gostou sempre de fazer uma “participaçãozinha” especial. Ou pegar o papel principal, quem sabe. Não que ela adorasse se aparecer, todavia, venerava cultivar aquele sentimento de “olha, eu ajudei nisso... e deu certo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer mais que entender a flutuação de humor alheia. Ou dar aquele apoio moral. Nem que estivesse só por um abraço. Ou um “vai ficar tudo bem” olhando bem dentro dos olhos. Cantarolar baixinho algo que gostassem no final do dia durante um carinho no cabelo. Só para tentar confortar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Jobim e Elis Regina embalavam seus pensamentos vagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-362743999259222154?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/362743999259222154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/362743999259222154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/estava-quase-identica-imagem-que-tinha.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-3751019940137478150</id><published>2009-07-05T22:08:00.001-03:00</published><updated>2009-07-05T22:16:42.376-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lembrou com perfeição do sonho retrasado. Era mais para retratar o ambiente, ficou realmente encantada com a sua imaginação. E achava tudo aquilo muito incrível, sonhar com um lugar que nunca viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou com o sol forte da manhã. Ficou na recepção por um tempo falando com a recepcionista como se já se conhecessem há algum tempo. Tomou cappuccino com pãezinhos. Um pedaço de melancia, um suco de laranja e alguns morangos pra tentar bancar a saudável. Sempre tenta modificar a alimentação quando quer começar algo novo. Conversou com algumas pessoas desconhecidas enquanto esperava a chave do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu, entrou no quarto. Deparou-se com uma cama de casal com um edredom branco e fofinho, quatro travesseiros e algumas almofadas pra deixar tudo mais aconchegante. Um criado-mudo sob um abajur de luz quente para cada lado da cama. Estirou-se sobre os edredons com a sensação de alivio enquanto olhava ao seu redor. E logo defronte, janelas imensas seguindo toda a parede. Fez questão de abrir as cortinas e respirar mais viva diante da claridade matinal que adora. Ao seu lado direito o banheiro e ao seu lado esquerdo um escada pra descer. Ficou perplexa com a sala. Era do jeito que apreciava: clara, decoração contemporânea com móveis de madeira, tapete, aparadores tabaco, almofadas e uma estante até o teto, repleta de livros. Embalagem de fast-food e um copo usado sobre a mesinha de centro ao lado de um monte de papéis que escondiam o controle remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese era isso, ficou abismada com o hotel, apartamento; ela não sabia ao certo o que era de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso queira saber, deu uma pausa muito grande entre a metade do texto e o fim. Esperou muito para terminar de relatar. Ficou a tarde inteira sem escrever, perdeu o fio à meada. Perdeu a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-3751019940137478150?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3751019940137478150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/3751019940137478150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/lembrou-com-perfeicao-do-sonho.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-9193940722798661982</id><published>2009-07-04T18:12:00.000-03:00</published><updated>2009-07-04T18:13:24.545-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No ápice de seu estado não muito agradável de humor, lembrara de como era bom ouvir Aerosmith. Fazia muito tempo que não ouvia. Para ela, isso significava muita coisa, já para o leitor, pode lá não fazer muito sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, na velocidade de um estalo, percebera que o tempo não passava só para os demais. Fez questão de sair, almoçar sozinha, comprar tinta pro cabelo e observar as pessoas. Estava extremamente introvertida, desde a madrugada de quinta feira. Talvez soubesse o motivo, mas não fazia muita questão de saber. Talvez fizesse mesmo questão de qualquer medida paliativa. E assim o fez. Distanciar-se, pensar um pouco. O famoso programa de gordinha tensa, sabe? Comer o dia todo ao assistir TV, ou não assistir necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintou o cabelo. Deixou-o no tom de uns dois anos atrás. Estava quase sentindo falta das nuances louras. Pintou a unha de vermelho escuro. Um tanto quanto agressivo. Frio. Planejava sair. Ver gente. Comemorar a aparência nova. Não é todo dia que se pinta o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma promessa feita: retratar a última semana. Assim como ficou de falar sobre o final de maio (começou e não terminou, bem do seu feitio), estragaria tudo se o fizesse agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que não fluía, achou melhor voltar para o programa de gordinha tensa no sábado à tarde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-9193940722798661982?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/9193940722798661982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/9193940722798661982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/no-apice-de-seu-estado-nao-muito.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2380143292279741604</id><published>2009-07-04T01:30:00.000-03:00</published><updated>2009-07-04T18:13:45.473-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"Todo mundo sabe de alguma coisa que eu não sei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De um filme que eu não vi&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De uma aula que eu faltei&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por mais que eu tente eu nunca chego no horário&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu perco tudo que eu ponho no armário&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo atrapalha o que eu faço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas pros outros parece tão fácil&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A fila que eu escolho vai sempre andar mais devagar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E o troco acaba bem na hora em que eu vou pagar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se eu me distraio um único instante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pode apostar que eu perco o mais importante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os vizinhos devem rir por trás do jornal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu desconfio de um complô&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O maior que já se armou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma conspiração internacional"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leoni -Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor)/ Conspiração Internacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometeu voltar a escrever, esteve ausente por uma semana. Mas foi por uma boa causa, juro. Estava realmente cansada, embora já tivesse formulado um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2380143292279741604?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2380143292279741604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2380143292279741604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/07/todo-mundo-sabe-de-alguma-coisa-que-eu.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2001574468433969666</id><published>2009-06-25T13:39:00.001-03:00</published><updated>2009-06-25T13:39:45.359-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma caneta e uma folha de papel em branco lhe bastavam. Acabara de fazer prova – Geografia e Biologia. Preferia não opinar sobre o assunto. Finalmente quinta-feira. Uma contagem regressiva havia chego ao fim. Havia sido adiantada, na verdade. Estava um tanto quanto ansiosa. Não era tão visível, mas o friozinho na barriga de outras vezes voltara a se manifestar. Aos olhos de quem não vivia a mesma situação, era ridiculamente ridículo (sim, vale a redundância), consolava-se com o que se lembrava de um filme que assistiu por várias vezes: se não está disposto a parecer estúpido, não merece estar apaixonado – “A Lot Like Love”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrara de algo que soube ontem que lhe deixou extremamente sensível/vulnerável – ou como quiser chamar. Intervalo. Preferiu dar um tempo, digerir o assunto. Socializar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Socorro”. 11h11. Admitiu de fato estar num beco sem saída quando viu as gotas d’água fluírem num toldo que separava e protegia o pátio da chuva, na mesma velocidade que rolavam algumas muitas gotas interiores. De volta ao início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que ela se posicionava fortemente diante de alguns fatos, algumas outras coisas realmente mexiam com seu ponto fraco e lhe jogavam na cara, escancaradamente, o quão frágil era. Estava carregada de culpa até o pescoço, sabia como aliviar, soube desde o início e sempre pretendeu o fazer. E embora parecesse “desculpinha pronta”, justificava-se, amplamente, com o medo. Medo de decepcionar, destruir uma imagem pronta, gerar desconfiança. Considerava, sim, compreensível o desencadear de tudo isso diante da ocasião, e era, exatamente por tal, que estava tão aflita. Talvez eu esteja mais do lado dele. Sorte que não prometeu pra ninguém nada muito leve, pelo menos para ela, tudo aquilo estava com quase um mol de densidade. É, aula de química. O corpo acusava o quanto estava agoniada. Começava a pipocar. E, além de tudo, precisava se policiar para surtir uma calmaria a fim de não recebê-lo feito uma criança no auge de sua catapora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegaria hoje, pela tarde. Um novo passo a ser tomado. Não planejou muita coisa. Prometeu para si deixar fluir. Como se fosse algo corriqueiro, pois era exatamente assim que gostaria que fosse. Muito mais agradável praticar as coisas simples (perdoe o clichê), ter um retrato vivo de como seria se tudo aquilo lhe fosse absolutamente normal, como se estivessem há anos passando por aquelas determinadas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12h49. Torturante a espera pelo sinal. Juro que ela tentava se dispersar, ainda que fosse em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha acabado, só estava fingindo que escrevia alguma coisa enquanto a professora ditava a resposta do exercício 20, ou 21, como quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecia ao tempo por lhe poupar um pouco de chuva, pelo menos pra ir pra casa e melhorar o humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fluiu mais do que imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2001574468433969666?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2001574468433969666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2001574468433969666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/uma-caneta-e-uma-folha-de-papel-em.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8753157238906446293</id><published>2009-06-23T14:53:00.001-03:00</published><updated>2009-06-23T20:51:48.655-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Propunha intercâmbio – ironicamente – para os casais desamparados que buscam emoção em demasia. É, intercâmbio! Nesse ponto de vista eu concordava com ela (tá, ela precisava de alguém para concordar plenamente com as suas idéias absurdas, e nada melhor que eu!). Vai dizer que não daria uma boa prova de amor para casais indecisos? Dois semestres em recesso, aguardando ansiosamente pela volta do objeto amado. Depois disso, caso durem a toda tempestade, acredito com veemência, que o assunto de casamento deveria estar fortemente em pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia estabelecido um acordo e lhe parecia jeitoso. Não só para ela, mas visava interesses mútuos. Ou assim lhe aparentava. Já que a necessidade carnal, para ela, era controlável, não via por qual motivo não aceitar. Tendo em vista que a proposta partiu diretamente dela, mesmo não sabendo exatamente como seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteve vazia por 17 anos. Gostou de alguns garotos. Mas nada que seja realmente comparável. Ela não tinha noção primorosa do tamanho, só sabia que não era pequeno e isso lhe bastava, a ponto de não acreditar numa mudança brusca em dois semestres. Tomava como base outra época que sentiu algo acentuado por alguém. Sustentou durante três anos um sentimento nem tão grande assim, porque não um ano com algo muito maior? Estava claramente disposta a tocar como as condições lhe propunham. Oferecia com satisfação todo o seu comprometimento diante do que procedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tivesse muita coisa em mente, o excesso de tudo isso lhe congestionava e contrapunha exageradamente com qualquer coisa que parecesse viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h42, antes do meio dia. Aula indicada para insônia. Preferiu terminar numa outra oportunidade, e assim o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8753157238906446293?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8753157238906446293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8753157238906446293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/propunha-intercambio-ironicamente-para.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-5921145353407471868</id><published>2009-06-22T18:11:00.000-03:00</published><updated>2009-06-22T18:15:40.027-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>8h22 da manhã. Aula de Literatura. Segunda feira. Nova semana. Menos dias. Não teria aula a tarde. Já se punha a pensar no que fazer. Como se não lhe fosse óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivava um sentimento recente de surpresa – com ela mesma. Relia algo que fazia com que se questionasse. Por mais que fosse relutante diante da idéia de admitir, era visível sua mudança. Qualquer um perceberia que ela havia o encontrado. Talvez não quisesse dar o braço a torcer. Sim, ela é muito orgulhosa. Não exibia como troféu, mas se mantinha ciente o tempo todo. Estava vulnerável desde o dia anterior. A partir de então, surtiu o ápice de tudo, intensificando com louvor situações corriqueiras. Talvez não tenha tido a repercussão que desejava. Embora não tenha o feito com intuito de troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que soubesse o quanto era clichê, ela não se reconhecia por alguns momentos. Não que tivesse saudade de alguém anterior a ela própria, mas (...). Eu não sabia o que se passava na mente dela. Quiçá ela soubesse ainda menos que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento era distinto. Catatonia misturada com indelicadeza se contrapunha com vulnerabilidade. Mais ácida que o normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu parar. Pelo menos por hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-5921145353407471868?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5921145353407471868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/5921145353407471868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/8h22-da-manha.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8530487207736411868</id><published>2009-06-21T00:32:00.000-03:00</published><updated>2009-06-22T21:19:02.398-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não fazia parte de suas intenções escrever hoje. Mas resolveu, por algum motivo, nem que fosse só um pouco. Sábado à noite, 00h16. Em casa. Recebeu alguns telefonemas para sair. Recusou todos. Alguns ficaram por atender. Estava, ali mesmo, muito bem acompanhada, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vivenciava a reciprocidade. Em todos os sentidos. E isso lhe bastava, sem questionar. “Como Eu Quero – Leoni” foi a música do dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8530487207736411868?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8530487207736411868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8530487207736411868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/nao-fazia-parte-de-suas-intencoes.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4615266011134181438</id><published>2009-06-19T22:31:00.000-03:00</published><updated>2009-06-19T22:37:47.955-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Redação para fazer. Não apresentava muita simpatia pelo tema proposto. E a classe não colaborava. Precisaria de silêncio pleno para surtir alguma ponta de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29 de maio. Sexta feira. 4h30 da manhã. Telefone móvel posto para despertar. Fora dormir tarde. Estava relutando para levantar. Mala pronta. Repleta de expectativa. Frio na barriga tornou-se inerente. Estava, aparentemente, calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5h30 da “matina”. Notou o desfalecer das pernas ao chegar à estação rodoviária. Coração se manteve acelerado por alguns segundos e as mãos esfriaram. Forjava um autocontrole. Preferiu ir dormindo. Tentativa (frustrada) de se acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expectativa e proximidade do local de desígnio eram diretamente proporcionais. Chegou por volta das 11h. O amigo lhe esperava, como combinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou o convite pendente, almoçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheceu alguns lugares da capital. Inclusive uma livraria de Direito. Pelos arrepiados. Brilho nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a outro shopping para esperá-lo. 3h da tarde. Cogitava esperar, no máximo, até umas 4h. Deixou a livraria por último, com certeza, seria o lugar mais indicado para tranqüilizar-se. Achou um livro que lhe interessou, de fato: Carta a D.: Uma História de Amor – André Gorz. Leu partes do fim. Anotou um trechinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4h20. Esperar estava torturante. Decidiu sair da livraria, enquanto fazia uma ligação. Nem precisou. Teria dado uma boa cena de filme americano (estadunidense, se preferir). Talvez, pela ansiedade exorbitante, a única frase que conseguiu montar com nexo foi algo do tipo: “Demorou, hein?”. Ficaram abraçados por um tempo. Tempo relativamente longo. Podia sentir com clareza a pulsação dele de encontro com a sua. A reação repentina subiu aos olhos. Privou-se de encará-lo. Não daria tanta chance ao azar. Leu o trecho do livro que havia anotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade tinha mudado de rumo: conhecer o apartamento. Lê-se: conhecer alguns membros, com importância relevante do objeto amado. Chegaram com o apartamento vazio. Foram chegando aos poucos. Irmã. Primas. Nenhuma antipatia aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o dia da festa. “A” festa. Primeira festa de faculdade. Quatro faculdades. Inclusive a São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4615266011134181438?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4615266011134181438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4615266011134181438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/redacao-para-fazer.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-4075551857647947629</id><published>2009-06-18T13:30:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T14:26:55.322-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A voz era irritante. Aguda. Impregnante. Piadinhas forçadas para ativar os hormônios da classe. Erros de concordância e explicações redundantes viraram “fichinha”. Ela já nem reparava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caneta estava com a tinta fraca “Justo hoje que eu resolvi fazer meu texto à caneta pra parar de apagar e ler os erros depois.” Ela tinha feito uma prova da matéria preferida no primeiro tempo: Matemática – dá-lhe ironia! – em relação às demais provas, não tinha ido tão mal assim. Acabou cedo, como de costume. Adiantou o intervalo e trazia a intenção de escrever um pouco. Todavia, preferiu trocar SMS e socializar com alguns colegas que simpatizava bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, esperava a professora terminar suas peripécias na lousa. Mentira. Ela já imaginava como fazer. Só estava esperando o tempo passar enquanto escrevia. Estava fluindo facilmente hoje. Talvez valesse a pena prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se da aula de Matemática de hoje à tarde e que não foi ao dentista ontem. “Mais uma aula! (...) Pelo menos era de química. Dos males, o menor.” Foi um dito-cujo noticiar uma peça teatral. Comédia. Relacionamentos virtuais: “Procura-se uma namorada perfeita.com” “Indireta!” Parecia ter lhe despertado algum interesse proeminente. “Depende meu humor. Depende o dia.” Havia saído a classificação do simulado, o qual ela não tinha feito. Lá vinham lamentações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram-lhe se ela o fazia (escrever) todos os dias. Era recente. Não teve nem tempo de enjoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrar o fim de maio e o fim de semana com maiores detalhes. Não era hora – indisposição. Truco. “Não enjoam?!” Não censurava, só não entendia como não enjoavam. Ela até jogava. Embora preferisse o fazer quando seus adversários estivessem bêbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibope. Arma declarada dos alunos contra os professores. Ela vai poder trocar o chefe no primeiro emprego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormir! Talvez fosse o que precisasse no momento. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava em busca de outro livro para se empolgar. Não apresentava mais livros do colégio para ler, pelo menos até então. “Toquinho.” “Don’t Know Why – Norah Jones”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora especulou o bom rendimento da sala. Mesmo que, esta, fosse meio desarranjada. “Não há tanta ordem, porém há progresso. Oposto ao Positivismo.” Ainda que não cometesse sempre, ela gostava de assimilar dessa forma. “Viva às aulas de Sociologia!” Deveria praticar mais. Voltando às aulas de Sociologia, ela adorava as aulas de Sociologia, não só as aulas. Admirava a professora, tanto como profissional, quanto pessoa. 11h47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ela achava ter terminado.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12h18 – não, ela não havia terminado.&lt;br /&gt;Política isolacionista: Cá, se tocou no tempo em que fazia que não saía. Fora “a” festa de umas faculdades que pegou na capital, fazia muito (mesmo) tempo que não saía na sua cidade. Nem “choppinho”. Nada. Andou saindo para jantar com as amigas. Mas não lhe era tão relevante. Desde que ela não continuasse assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula de Matemática do segundo período acabara de ser cancelada. 12h27.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-4075551857647947629?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4075551857647947629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/4075551857647947629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/voz-era-irritante.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-8812086026027478652</id><published>2009-06-17T19:19:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T14:27:23.038-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Metade do ano, metade do dia. 17h17 – exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela precisava de fato ouvir que não foi egocêntrica. Até então, só ouvira lamentação. Ou simplesmente não ouvira nada. Precisava confirmar a própria afirmação que dizia que respeitou seus próprios limites diante dos fatos os quais lhe apresentaram. Ouvir que a posição assumida foi a melhor para ela mesma. Tirar qualquer vestígio de culpa que poderia ter sobrado. Ela precisava se nortear de alguma forma. E assim o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingia cantar It’s Not a Time – Tiago Iorc, enquanto fazia o de sempre em frente a uma tela de computador. Ria um pouco. Tudo estava relativamente normal. Relia uns textos. Via algumas noticias. Procurava algumas fotos. Novos contatos. E-mail por excluir. Nos conformes. Fazia um balanço do dia e o comparava com o anterior. Ela seguia mesmo os pensamentos de Heráclito. “De permanente, só há a mudança”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amanhã tem aula de química, e eu ainda tenho que responder uns SMS.” Nada de tão relevante. Mas escrever estava lhe consumindo. Sentia necessidade de organizar as idéias num papel. Prometeu relatar o fim de maio. E o fim de semana. Conquanto que a vontade fosse ampla para fazê-lo, não se via impulsionada para tal. Cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase preparando um misto com bastante queijo enquanto buscava motivação para um banho quente no tempo frio (nem tão frio assim – preguiça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-8812086026027478652?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8812086026027478652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/8812086026027478652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/metade-do-ano-metade-do-dia.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-2444490868386266139</id><published>2009-06-17T15:17:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T14:27:55.412-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De uma forma ou de outra se punha a escrever, dessa vez mais cedo. E vale a ressalva: bem mais cedo. Lembrou-se de que essa noite dormiu bem e que a possível desculpa, provavelmente não repercutiria da forma como poderia esperar. Se bem que, pensando com cautela, até daria certo. As angiospermas lhe causavam um sono desigual. Isso porque se encontrava na primeira aula ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nutria a empolgação para as aulas de violão. Até viu de comprar um com o seu ex-professor de Biologia, que mantém contato desde o antigo colégio por mensagens instantâneas. Foi descartando a idéia das aulas de dança. O interesse era por dança de salão. Inicialmente, precisaria de um parceiro (cheirou o antebraço), pós achar um parceiro, teria que achar um bom lugar; sem contar que cansa muito mais. Sem contar, novamente, as opiniões (ou “a” opinião) alheias que recebera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“8h36, flor completa, 42, 17” Ouviu por várias vezes que o tempo voa, apesar de não ser muito a favor desse pensamento, preferia tomar uma dose de otimismo, pelo menos por um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustentava um ritual de dar “toquinhos” em celulares à longa distância. Ou um celular apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma (super) pausa para pensar, aproveitar a aula de física com o professor que gostava. Ouvir conselhos ou histórias da faculdade que era quase inevitável ele contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou tudo. Focou em algum ponto fixo. E digeriu o medo. Por mais que não fizesse questão de manter o controle da situação (já havia deixado esse controle na mão de outra pessoa há muito tempo e, talvez, seja exatamente isso que a afligia: tomarem uma decisão que ela discorda e que, aí sim, seria algo egoísta de fato). Ensaiou algumas coisas pra dizer no último telefonema, mas se sentiu inviabilizada por algum motivo que não lembrava – ou não fazia muita questão de lembrar. Ela não entendia como alguém podia se considerar egoísta diante de uma segunda pessoa que se colocou ciente dos acontecimentos o tempo inteiro e embora tenha tido esse conhecimento, continuou martelando na mesma tecla apesar de todos os fatos que poderiam convergir contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu um SMS que a fez refletir por horas. Só resolveu verbalizar há pouco tempo, por ter estabelecido uma idéia para o assunto. Esteve por alguns momentos, exageradamente, impulsionada a responder. Mas percebeu que não era tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava – quase – ansiosa pela mudança no cabelo que planejava. Corte. Cor. Cheiro. Coragem. Comemorando (ou não) de uma forma peculiar o inicio/final do novo ciclo. Talvez, sem os tons mais claros se tornasse mais séria. Talvez combinasse com seu estado futuro. Talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia com acidez as piadas baratas do professor comunista. Planejava o dia. Via o amarrar desajeitado dos cabelos negros e grossos da colega da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, o assunto de tomarem uma decisão por ela a assustava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentava dobrar o papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reabriu. Anotou a data. Redobrou.&lt;br /&gt;“17 de junho de 2009 – metade do ano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optou, sem hesitar, por ser uma metáfora. E assim seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-2444490868386266139?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2444490868386266139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/2444490868386266139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/de-uma-forma-ou-de-outra-se-punha.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7768577446493008974.post-7620729966906922966</id><published>2009-06-16T17:22:00.001-03:00</published><updated>2009-06-18T14:28:30.202-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>16 de junho de 2009, metade do ano. Terça feira de manhã.&lt;br /&gt;“Muito curto, não gostei.” Dizia ela a um ouvinte inexistente sobre o livro que leu no fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era visível a nostalgia tomando conta de seu estado aparente. O motivo nem mesmo ela saberia. O tempo chuvoso, cinza e frio talvez contribuísse com alguma coisa. A vontade era de dormir, em nenhum lugar especial ou com alguém especial de fato. Só queria dormir. Mais facilidade para esquecer algumas coisas, ou lembrar-se de outras, depende o humor e o quão disposta estava. Uma contagem regressiva se mantinha na agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparava no salto do tênis e no bolso do jeans do professor. Percebia o quanto aquela voz, que parecia mais longe que o normal, era indicado para insônia. Ouvia algumas conversas, analisava outras. Retirava o resto de esmalte que sobrava na unha. Olhava freqüentemente no relógio, buscando um acelerar espontâneo dos ponteiros. Planejava um cachorro quente com guaraná no próximo intervalo. Imaginava como estava o clima em Campos, enquanto trilhava as músicas da manhã; Era dos Rolling Stones, não lembrava o nome, tinha em mente só dois ou três versos do refrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gosto de cappuccino ice (bebida a qual saboreava com mais freqüência no inicio do ano retrasado no café que adorava visitar) invadiu sua boca com perfeição, enquanto remetia lembranças do comentário entre parênteses: “como era tudo muito diferente...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrara da redação sobre a água que estava pendente e algumas outras que não havia buscado o tema ainda. Acabava de escolher outra música para acompanhá-la durante a manhã, música a qual se sustentava um tanto quanto pertinente já fazia um tempo: James Morrison – You Give Me Something. E, em menos de 25 minutos, já havia trocado: Leoni – Fotografia. Inclusive, lembrou-se do presente que recebeu no feriado prolongado, para ser mais especifico e surtir alguma explicação para um possível leitor, ganhou um DVD no dia dos namorados: Leoni – Ao Vivo. “Chegaram as tardes de sol a pino...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia falta de algo que a acompanhara há 6 anos no anelar direito. Procurava algum outro assunto para desvincular-se dos últimos dias. Não queria lembrar. Racionalmente, não lhe fazia bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seno, cosseno ao quadrado tentavam invadir sua mente a fim de alguma atenção especial. Estava quase se encorajando para tirar o agasalho, mas não queria chamar qualquer atenção ao se movimentar. Encontrava-se estranhamente séria – era estranho até para ela mesma. Tentava imaginar como seria o mês de agosto, quase empolgada por algumas aulas de dança ou aulas de violão. Ficava encantada com a idéia de ir “dormir” na casa das amigas e ficando cantando até quando calhasse ou dormisse sob o violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parava alguns breves momentos para copiar a correção da prova de matemática – matéria pedra/montanha no caminho. A nota nunca lhe era surpresa, já estava acostumada a esperar pelo pior. Copo (sempre) meio vazio. “Pelo menos meu tombo não é tão grande, caso eu esperasse por muito mais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se como há uns 9 meses atrás: vazia. Desacreditando aos poucos. Não, leitor, ela não tinha deixado de se apaixonar diariamente, era único e exclusivo de hoje, dessa manhã. Embora acreditasse não ter desapaixonado, não sabia quanto tempo levaria para voltar ao “normal”. Por um tempo, não conseguia pensar em nada viável para por no papel. Balançar a perna era quase inevitável e irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuía um expresso medo (medo ou orgulho?) de reler o que estava escrevendo. Por mais que fosse preciso para acertar erros de concordância, sentido, grafia. Talvez não tivesse coragem o suficiente. Moribunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Anita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7768577446493008974-7620729966906922966?l=apeloseaprecos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7620729966906922966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7768577446493008974/posts/default/7620729966906922966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apeloseaprecos.blogspot.com/2009/06/16-de-junho-de-2009-metade-do-ano.html' title=''/><author><name>Apelos e Apreços</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01304483499220884205</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://3.bp.blogspot.com/_-X34b8_HEXg/Sw3DvR_mzpI/AAAAAAAAAJg/kKJdqBWywsE/S220/Olhos+2.JPG'/></author></entry></feed>
